Pinto Moreira, ex-autarca julgado por corrupção, processa André Ventura por ter dito que ‘enriqueceu à custa do dinheiro público’

Joaquim Pinto Moreira, antigo presidente da Câmara de Espinho e ex-deputado do PSD, decidiu avançar com um processo de difamação contra André Ventura depois do candidato presidencial apoiado pelo CHEGA ter afirmado publicamente que o ex-autarca “enriqueceu à custa do dinheiro público”.

©️ PSD

As declarações motivaram agora um pedido do Ministério Público à Assembleia da República para o levantamento da imunidade parlamentar de Ventura, passo necessário para que possa eventualmente ser constituído arguido.

As afirmações de Ventura surgiram quando, questionado sobre a corrupção que existe em Portugal, apontou diretamente a Pinto Moreira, dizendo que este “recebia dinheiro para fazer obras”. Confrontado com a ação movida pelo ex-autarca, Ventura reafirmou que não retirará nada do que disse e declarou que não se oporá ao levantamento da imunidade. “Temos de perder o medo de denunciar a corrupção em Portugal, mesmo que doa”, insistiu.

Pinto Moreira, que já foi julgado no âmbito do chamado Processo Vortex — no qual enfrentou acusações de corrupção passiva agravada, tráfico de influência e violação de regras urbanísticas — considera que Ventura ultrapassou qualquer “limite admissível” ao insinuar um enriquecimento ilícito à custa dos contribuintes.

Cabe agora ao Parlamento decidir se autoriza o levantamento da imunidade. Caso avance, o processo seguirá para inquérito, colocando mais uma vez Pinto Moreira no centro das atenções — não pelos episódios que o levaram a julgamento, mas pela tentativa de responsabilizar judicialmente quem o acusou de práticas que ele próprio diz repudiar.

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