Pinto Moreira, ex-autarca julgado por corrupção, processa André Ventura por ter dito que ‘enriqueceu à custa do dinheiro público’

Joaquim Pinto Moreira, antigo presidente da Câmara de Espinho e ex-deputado do PSD, decidiu avançar com um processo de difamação contra André Ventura depois do candidato presidencial apoiado pelo CHEGA ter afirmado publicamente que o ex-autarca “enriqueceu à custa do dinheiro público”.

©️ PSD

As declarações motivaram agora um pedido do Ministério Público à Assembleia da República para o levantamento da imunidade parlamentar de Ventura, passo necessário para que possa eventualmente ser constituído arguido.

As afirmações de Ventura surgiram quando, questionado sobre a corrupção que existe em Portugal, apontou diretamente a Pinto Moreira, dizendo que este “recebia dinheiro para fazer obras”. Confrontado com a ação movida pelo ex-autarca, Ventura reafirmou que não retirará nada do que disse e declarou que não se oporá ao levantamento da imunidade. “Temos de perder o medo de denunciar a corrupção em Portugal, mesmo que doa”, insistiu.

Pinto Moreira, que já foi julgado no âmbito do chamado Processo Vortex — no qual enfrentou acusações de corrupção passiva agravada, tráfico de influência e violação de regras urbanísticas — considera que Ventura ultrapassou qualquer “limite admissível” ao insinuar um enriquecimento ilícito à custa dos contribuintes.

Cabe agora ao Parlamento decidir se autoriza o levantamento da imunidade. Caso avance, o processo seguirá para inquérito, colocando mais uma vez Pinto Moreira no centro das atenções — não pelos episódios que o levaram a julgamento, mas pela tentativa de responsabilizar judicialmente quem o acusou de práticas que ele próprio diz repudiar.

Últimas de Política Nacional

O partido liderado por André Ventura vota a favor do alargamento e acusa Governo de manter um sistema injusto para as famílias.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA, André Ventura, acusou esta quinta-feira, 22 de janeiro, Marques Mendes de se ter juntado ao “tacho de interesses” ao declarar o seu apoio a António José Seguro na segunda volta, dirigindo também críticas a CDS e Iniciativa Liberal.
Será o primeiro, o último e o único. António José Seguro aceitou apenas um debate televisivo frente a André Ventura, tornando o confronto da próxima terça-feira o único momento de embate direto entre os dois candidatos à Presidência da República antes da votação final.
Uma militante do PS do Barreiro, com assento na comissão política local e influência na definição das listas autárquicas, é apontada como ligada ao grupo 1143. Fontes socialistas confirmam a informação, mas a estrutura local mantém-se em silêncio e não retirou a confiança política.
Sob um clima de confronto desde o primeiro minuto, André Ventura entrou na entrevista da RTP a defender-se de perguntas polémicas e a virar o jogo político: da controvérsia inicial à mensagem central, o candidato deixou claro que a segunda volta é uma escolha sem meio-termo.
O Ministério Público de Alenquer deverá receber uma queixa-crime contra um vereador da CDU na Câmara Municipal da Azambuja, depois de este ter admitido a utilização de uma viatura municipal para fins privados. O caso está a gerar polémica política e acusações de falta de ética na gestão de bens públicos.
Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, desafia o primeiro-ministro a assumir de que lado está nas presidenciais. Para o CHEGA, apoiar um candidato socialista depois de criticar o PS é incoerente e a direita tem agora uma oportunidade histórica de travar o socialismo em Belém.
Projeto de lei, a que o Folha Nacional teve acesso, centra-se no superior interesse da criança e na evidência científica.
O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.