Taxa de juro média do crédito à habitação desce para 3,414% em 2025

A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no destino de financiamento “aquisição de habitação”, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro média desceu de 4,362% em 2024 para 3,429% em 2025.

Já o capital médio anual em dívida para o total do crédito e para o destino de financiamento “aquisição de habitação” passou de 66.508 euros e 73.917 euros em 2024, respetivamente, para 72.314 euros e 80.083 euros em 2025.

Quanto à prestação média anual vencida para o total do crédito à habitação, desceu oito euros em 2025, para 396 euros, enquanto no destino de financiamento “aquisição de habitação” a diminuição foi de 11 euros entre 2024 e 2025, para 431 euros.

Considerando apenas o mês de dezembro de 2025, a taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação recuou 0,3 pontos base face a novembro, para 3,130%, acumulando uma redução de 152,7 pontos base desde o máximo de 4,657% atingido em janeiro de 2024.

Segundo o INE, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro fixou-se em 2,850% em dezembro (-0,3 pontos base do que no mês precedente), sendo, neste caso, de 153,0 pontos base a diminuição acumulada desde o máximo atingido em outubro de 2023.

Para a aquisição de habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu 0,4 pontos base face a novembro, para 3,129%. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, esta taxa baixou 0,2 pontos base em face ao mês anterior, para 2,851%.

No último mês do ano passado, na totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 397 euros, três euros acima do mês anterior e menos seis euros (-1,5%) do que em dezembro de 2024.

Destes 397 euros, 194 euros (48,9%) correspondem a pagamento de juros e 203 euros (51,1%) a capital amortizado.

“Pelo quarto mês consecutivo, a componente juros tem um peso inferior a 50%”, destaca o INE.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou sete euros, fixando-se em 675 euros (subida de 6,8% face ao mesmo mês do ano anterior).

Em dezembro de 2025, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 600 euros face a novembro, para 75.270 euros.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 168.350 euros, mais 1.689 euros do que em novembro.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

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