Dois terços dos violadores condenados na Suécia são imigrantes ou filhos de imigrantes

Estudo analisou quatro mil condenações em 24 anos e aponta maior risco nos primeiros anos de residência. Governo endurece regras de imigração e cidadania.

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Quase dois terços das condenações por violação e tentativa de violação na Suécia dizem respeito a imigrantes ou a cidadãos de segunda geração, segundo um estudo recente da Universidade de Lund, a que o jornal britânico The Telegraph teve acesso. A investigação analisou cerca de 4.000 condenações registadas entre 2000 e 2024 e conclui que 63% dos condenados nasceram no estrangeiro ou têm pais estrangeiros.

O estudo, coordenado pelo criminólogo Ardavan Khoshnood, indica ainda que a probabilidade de condenação por crimes sexuais diminui à medida que aumenta o tempo de residência no país. De acordo com os dados citados pelo The Telegraph, migrantes que vivem na Suécia há menos de cinco anos apresentam um risco mais elevado de condenação. “Quanto mais tempo uma pessoa vive na Suécia, menor é a probabilidade de ser condenada por violação, o que demonstra que a integração e a compreensão da sociedade sueca desempenham um papel determinante”, afirmou o investigador à televisão pública SVT.

A divulgação do estudo coincide com uma mudança significativa na política migratória sueca. Sob pressão do partido Democratas Suecos, o Governo tem vindo a endurecer as regras de integração e de acesso à cidadania. Entre as novas medidas, destaca-se o alargamento do período mínimo de residência para oito anos — em vez dos anteriores cinco — e a exigência de prova de uma “vida honesta”, sem registo de crimes ou dívidas, tanto em território sueco como no estrangeiro.

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