Ventura critica atraso no estado de calamidade e “desaparecimento” de Marcelo

Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.

© Folha Nacional

O candidato presidencial André Ventura criticou esta quinta-feira a resposta política aos estragos causados pela tempestade Kristin, considerando que o Governo falhou ao não decretar atempadamente a situação de calamidade e ao não marcar presença no terreno desde o primeiro momento.

Para o líder do CHEGA, a dimensão dos danos exigia decisões imediatas e liderança visível. “Há momentos em que os agentes políticos não podem desaparecer. Têm de estar presentes”, afirmou durante uma ação de campanha em Cantanhede, sublinhando que a ausência institucional agrava a perceção de abandono sentida pelas populações afetadas.

Ventura apontou ainda responsabilidades ao Governo e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acusando-os de um “certo desaparecimento” numa fase crítica. Na sua avaliação, a resposta do Estado ficou aquém da gravidade da situação e das necessidades no terreno.

O candidato presidencial comentou também a visita do primeiro-ministro às zonas mais atingidas, defendendo que chegou tarde. Na sua perspetiva, Luís Montenegro deveria ter estado no local mais cedo e acionado de imediato o estado de calamidade, de forma a acelerar a mobilização de meios, apoios e respostas às populações.

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