Mau tempo: Pedidos cerca de 75 milhões de euros para habitações

Cerca de 75 milhões de euros já foram pedidos para recuperação de habitações danificadas pelo mau tempo, anunciou hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.

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“Hoje, temos 12.625 candidaturas na medida habitação até 10 mil euros, com um número agregado de mais de 30.000 registos, 30.529, o que dá um fundo pedido de cerca de 75 milhões de euros”, afirmou aos jornalistas Paulo Fernandes, em Leiria.

Esclarecendo que o valor médio por pedido é de cerca de 5.900 euros, o coordenador referiu que “70% das candidaturas estão no contexto da Região Centro”.

Quanto à capacidade técnica para ajudar na análise das candidaturas, Paulo Fernandes referiu o apoio de várias ordens profissionais (Arquitetos, Engenheiros e Engenheiros Técnicos).

“Conseguimos fechar um acordo para 500 profissionais, entre arquitetos, engenheiros e engenheiros técnicos, que estão neste momento a ser contratualizados e protocolados a partir das comunidades intermunicipais, para, por uma regra muito simples, que é pela proporção do dano, pela amostragem que fizemos das candidaturas, pudessem ser distribuídos pelas diferentes comunidades e possam imediatamente começar a olhar para as 12.625 candidaturas entradas até hoje de manhã”, declarou.

O coordenador adiantou que, no âmbito do apoio por perda de rendimento, foram registados “até agora 3.062 pedidos”, metade dos quais decididos.

Por outro lado, socorrendo-se de dados ainda provisórios, destacou que há 374 desalojados (103 famílias) e 130 deslocados (72 famílias), um “universo possível de 175 edifícios, até agora, que estão inabitáveis”.

Nestes casos, o coordenador reiterou a necessidade de “encontrar respostas”, dado tratar-se de casas cuja reconstrução é superior a 10 mil euros.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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