Mau tempo: Quase 84 mil utilizadores sem comunicações

O presidente da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, revelou esta quarta-feira, 18 de fevereiro, que há ainda quase 84 mil utilizadores sem comunicações na sequência do mau tempo.

© D.R.

“Temos, ao dia de hoje, cerca de 84 mil utilizadores que não têm a parte de comunicação. Começámos no dia 30 [de janeiro] com 307.900, entre móveis e fixo”, disse Paulo Fernandes aos jornalistas, em Leiria, num ponto de situação sobre os prejuízos e os trabalhos em curso para a recuperação, três semanas depois de a depressão Kristin ter atingido o país.

Paulo Fernandes esclareceu que, em cerca de 40% dos casos, o problema deve-se à “chegada de energia elétrica” às antenas.

“Temos andado a distribuir [equipamentos] starlinks, para, nessas zonas mais cinzentas, as pessoas poderem ter alguma resposta e também fizemos uma redefinição com as comunidades intermunicipais de todas as viaturas de Balcão de Cidadão avançadas, de forma a elas se concentrarem e ajustarmos, de dois em dois dias, os percursos exatamente às zonas escuras”, o mesmo que sem telecomunicações, adiantou.

O coordenador da Estrutura de Missão explicou que a Autoridade Nacional de Comunicações informou sobre a ativação do ‘roaming’ nacional, algo que “podia ajudar”.

“As operadoras são diversas, as operadoras nem todas têm o mesmo dano, ou seja, desde que uma antena funcionasse, pudesse partilhar, isso podia acelerar esta questão de haver menos zonas cinzentas no nosso território”, declarou.

A E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, divulgou que, às 08.00, “na zona mais crítica afetada pela depressão Kristin, estavam cerca de 7.600 clientes sem energia”.

Paulo Fernandes esclareceu que “estes 7.600 clientes que neste momento não têm energia, é em Leiria, em Pombal, menos na Marinha Grande, mas sobretudo em Leiria e Pombal” onde estão os números maiores em termos absolutos.

O coordenador esclareceu ainda que, no âmbito da média tensão, já existe um cronograma, segundo o qual “a partir do próximo domingo, até dia 23, que é segunda-feira, que toda a média tensão das empresas esteja ligada”.

Paulo Fernandes notou que “das 140 empresas que não estavam ligadas em média tensão, 77 estavam em zonas industriais”.

“O problema de estar nas zonas industriais sem média tensão em si explicita a dificuldade enorme que foi trazer a média tensão, através também da alta tensão, para as próprias zonas industriais, mas também significa outra coisa neste território que nos deve pôr a refletir: temos uma percentagem muito grande de grandes empresas que estão fora das zonas industriais”, observou.

Paulo Fernandes garantiu ainda que “nos próximos dias também estará para sair quando é que todos os municípios vão passar a ter zero problemas em termos do que é a baixa tensão”.

“Pedi à E-Redes que apresentasse o cronograma final sobre a previsão do restabelecimento total de energia aos municípios afetados”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

Últimas do País

A GNR da Guarda constituiu cinco arguidos, na quarta-feira, por crimes de burla, no âmbito de uma investigação que decorreu nos distritos do Porto e Coimbra, e apreendeu 4.210 euros em numerário, telemóveis e material informático.
Quatro homens detidos numa operação de combate ao tráfico de droga, em que foram apreendidas quatro toneladas de haxixe e duas embarcações na costa de Setúbal, vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a GNR.
O presidente do CHEGA pediu hoje ao primeiro-ministro que “volte para Portugal” para que esteja presente na coordenação do combate aos incêndios e possa dar “um puxão de orelhas” ao ministro da Educação por causa dos exames nacionais.
A Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, presidida pelo PSD. A investigação incide sobre procedimentos administrativos e contratos celebrados com empresas privadas durante o ano de 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.