Mau tempo: Viseu tem mais de 2,5 milhões de prejuízos e pede integração na lista de calamidade

Viseu tem prejuízos superiores a 2,5 milhões de euros (ME) na sequência do mau tempo e o presidente da Câmara disse hoje que quer integrar a lista de municípios em calamidade para ter apoio do Governo.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

“Estamos a fazer um levantamento, ainda é preliminar, porque é atualizado dia a dia, é contínuo, mas estamos já num valor acima dos 2,5 ME em prejuízos enormes que aconteceram no concelho de Viseu”, revelou João Azevedo.

O presidente da Câmara de Viseu afirmou aos jornalistas no final da reunião pública do executivo que o município entrou em situação de contingência no dia 05.

“E estamos a fazer todos os esforços para que o concelho de Viseu e a região possam entrar num projeto de financiamento para a recuperação dos danos causados pelas tempestades consecutivas”.

Segundo o autarca, também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, “a própria CIM está a fazer esforços para que possa integrar o número de concelhos abrangidos pelo financiamento do Estado” português.

Entre os danos provocados pelas depressões no concelho de Viseu estão vias como, por exemplo, a Estrada Municipal 649, entre Silvares e Vouguinha, na freguesia de Côta, que “ficou cortada ao final da tarde de ontem [quarta-feira] devido ao deslizamento de terras”.

Em alternativa, o trânsito deve ser feito pelas Estrada Nacional 323 (EN323) “nestes cinco dias, tempo estimado para a realização dos trabalhos que se iniciaram na manhã de hoje”.

“Apesar de o tempo já ter melhorado, continua a haver danos provocados pelo excesso de água, como as quedas dos taludes. Ainda ontem [quarta-feira] assisti e é impressionante como a terra ainda desliza. Por isso é que continuamos no terreno a avaliar”, afirmou, no decorrer da reunião.

Uma das medidas tomadas pelo executivo foi a de “isenção de taxas aos produtores que vendem semanalmente na feira durante três meses, para diminuir o impacto das intempéries”, anunciou João Azevedo.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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