Desmantelada maior plataforma de phishing em operação que contou com PJ

A maior plataforma mundial de 'phishing', que afetou mais de 160 organizações em Portugal, foi desmantelada através de uma operação internacional coordenada pela Europol, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ), que participou na operação.

© D.R.

Em comunicado, a PJ explicou que a plataforma Tycoon 2FA estava em funcionamento desde agosto de 2023 e permitia “ultrapassar mecanismos de autenticação multifator e garantir o acesso ilegítimo a caixas de correio eletrónico”.

Os utilizadores da plataforma pagavam uma subscrição para conseguirem “intercetar sessões com autenticação em tempo real”, contornando os obstáculos de segurança existentes e, segundo a PJ, permitia o acesso até aos cibercriminosos “menos habilitados tecnicamente”.

“A Tycoon 2FA permitiu a milhares de cibercriminosos aceder de forma dissimulada a contas de email e de serviços cloud associadas a mais de 100 mil organizações espalhadas pelo mundo”, referiu ainda a PJ, acrescentando que os alvos eram, sobretudo, infraestruturas críticas e serviços essenciais, como escolas e hospitais.

Por mês, esta plataforma permitiu o envio de dezenas de milhões de mensagens de phishing e, só em Portugal, foram identificadas “mais de 160 organizações diretamente afetadas pela atividade da Tycoon 2FA, com um impacto financeiro elevado, mas ainda não completamente determinado”, lê-se no comunicado.

No total, as autoridades de Portugal, Letónia, Lituânia, Polónia, Espanha e Reino Unido, em colaboração com a Microsoft, conseguiram desativar 330 domínios, que incluíam páginas fraudulentas e painéis de gestão.

Só em 2025, a plataforma Tycoon 2FA, que deu nome à operação coordenada pela Europol, era responsável por cerca de 62% das tentativas de phishing bloqueadas pela Microsoft.

A operação agora divulgada foi coordenada pelo Centro Europeu de Cibercrime da Europol e, do lado da PJ, contou com a colaboração da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica.

Últimas do País

A ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira que a gestão das duas greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e que o instituto “não se terá apercebido” da possibilidade de decretar serviços mínimos.
Um programa de apoio médico e psicológico ajudou mais de 86.000 pessoas com doenças avançadas e as suas famílias nos últimos sete anos, revelou hoje a organização responsável pelo projeto.
A Infraestruturas de Portugal (IP) contabiliza 26 estradas no território nacional que continuam encerradas após a passagem do comboio de tempestades, realçando que já foi possível resolver 92% dos cortes registados.
O presidente do CHEGA, André Ventura, participou esta terça-feira numa concentração em frente ao Palácio de Belém, convocada pelo partido em protesto contra a visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, e contra a insuficiência no combate à corrupção.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esclareceu hoje que o homem baleado em Portalegre, na segunda-feira, continua internado no hospital local e não fugiu, ao contrário do que foi anteriormente divulgado por fonte hospitalar.
O presidente do INEM afirmou hoje que o instituto deve aos bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros pelo transporte urgente de doentes referente a fevereiro, menos de metade do valor reivindicado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu hoje aviso amarelo de precipitação, por vezes forte, para as ilhas do grupo Oriental dos Açores, mantendo os avisos de vento e agitação marítima para as nove ilhas.
O homem de 32 anos que ficou ferido após ser baleado à entrada de um hipermercado, em Portalegre, na segunda-feira, fugiu do hospital da cidade onde estava internado, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
A Entidade Reguladora da Saúde ordenou suspender a actividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria para ter profissionais identificados a realizar na área de procedimentos estéticos para os quais não estavam habilitados.