Juros de renegociações e de novos créditos à habitação caem para 2,83% em janeiro

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.

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De acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que inclui novos contratos e renegociados, atingiu em janeiro 2,83%, contra 2,85% em dezembro e 3,23% no mesmo mês de 2025.

Por segmento, a taxa de juro média dos novos contratos manteve-se em cadeia, em 2,84%, e nos contratos renegociados recuou 0,04 pontos percentuais, para 2,81%, contra, respetivamente, 3,12% e 3,23% um ano antes.

Na área do euro, a taxa de juro média aumentou 0,06 pontos percentuais em cadeia, para 3,36%, tendo Portugal apresentado a quarta taxa de juro média mais baixa para as novas operações de empréstimos à habitação – 0,53 pontos percentuais abaixo da média –, atrás de Malta, Espanha e Finlândia.

Já a prestação média mensal do ‘stock’ de empréstimos à habitação aumentou três euros face a dezembro, para 421 euros, que tem subido todos os meses desde agosto.

A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,55%, -0,05 p.p. em cadeia), seguindo-se a taxa variável (2,79%, -0,07 p.p.) e a taxa mista (2,72%, -0,03 p.p.).

A Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril, representou, em novembro, 36,7% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 7,11%. As operações com Euribor a seis meses representaram mais de metade (52,4%).

Em janeiro, 77% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, 20% com recurso a taxa variável e 3% a taxa fixa.

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