Preço do gás natural dispara 30% para 69 euros

O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

© D.R.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:00 de hoje (07:00 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 30,02%, para 69 euros por megawatt-hora (MWh).

Na sexta-feira, os preços do gás natural tinham subido mais 5,23%, fechando a cotar nos 53,38 euros.

No que diz respeito aos preços do petróleo Brent, às 07:30 de hoje (06:30 hora em Lisboa), era negociado a 109,62 dólares, uma subida de 17,53%, segundo dados da Bloomberg.

No entanto, pouco depois das 03:00, o Brent já tinha subido mais de 28%, atingindo os 119,50 dólares.

O preço do crude subiu mais de 40% desde o início da guerra comercial entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

O conflito está a afetar o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) também subiu 15,14%, atingindo os 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

Últimas de Economia

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.