Custos de construção de habitação nova sobem 3,7% em janeiro

Os custos de construção de habitação nova aumentaram 3,7% em janeiro face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a aumentar 7,2% e o preço dos materiais 0,8%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.

© D.R.

A variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) situou-se em 3,7% em janeiro, uma taxa inferior em 0,2 pontos percentuais face à observada em dezembro, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de em dezembro ter verificado uma variação homóloga de 1,0%, o preço dos materiais subiu 0,8% em janeiro, enquanto a variação relativa ao custo da mão-de-obra também recuou 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior, para 7,2%.

A mão-de-obra foi o elemento que mais pesou na composição do índice, sendo responsável por 3,3 pontos percentuais, tendo os materiais tido um contributo de 0,4 pontos percentuais. Cada um dos elementos teve uma descida de 0,1 pontos percentuais na contribuição para o índice face a dezembro.

De acordo com o INE, entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, que subiram cerca de 25%, fio de cobre nu e revestido e os pavimentos aligeirados de vigotas, pré-esforçadas e blocos cerâmicos, ambos com cerca de 10% acima do período homólogo.

Em sentido contrário, betumes desceram 20% e os materiais de revestimento, isolamentos e impermeabilização e os aparelhos de climatização baixaram cerca de 10%.

Numa análise em cadeia, a taxa de variação mensal do ICCHN foi de 0,8% em janeiro, mais 1,5 pontos percentuais do que no mês anterior, com o custo dos materiais a subir 0,5% e a mão-de-obra 1,2%.

Em relação às taxas de variação homóloga registadas em janeiro de 2025, houve uma aceleração no índice total, que passou de 3,4% para 3,7%, e dos materiais, que em janeiro deste ano cresceram 0,8%, contra 0,3% há um ano. Por sua vez, a mão-de-obra abrandou de uma taxa de 7,3% para 7,2%.

Últimas de Economia

O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC - Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis cedida à Lusa.