CHEGA quer reforçar limpeza das florestas para prevenir risco de incêndios

Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.

PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Perante este cenário, o CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que pede medidas excecionais para acelerar a limpeza das florestas e remover material lenhoso e combustível acumulado após a tempestade.

A tempestade Kristin atingiu Portugal continental no início de 2026 e deixou um rasto de devastação em várias áreas florestais, particularmente nos distritos de Santarém, Coimbra, Aveiro e Leiria. Em muitas zonas, milhares de hectares ficaram com povoamentos destruídos ou seriamente danificados.

Segundo o partido liderado por André Ventura, a acumulação de madeira caída e resíduos florestais representa um risco imediato para a segurança das populações e pode transformar-se num combustível perigoso numa altura em que o país se prepara para a época de incêndios.

O projeto, a que o Folha Nacional teve acesso, defende que, apesar de já terem passado vários meses desde o fenómeno meteorológico extremo, continuam a existir obstáculos burocráticos e legais que dificultam a rápida remoção de material combustível e a recuperação das áreas afetadas.

Entre esses entraves estão regras ligadas às Áreas Integradas de Gestão da Paisagem e outros instrumentos de gestão florestal, que podem atrasar intervenções urgentes no terreno.

A proposta apresentada pelo CHEGA recomenda, por isso, que o Governo crie um regime excecional e temporário que permita aos proprietários e exploradores florestais avançar rapidamente com operações de limpeza, remoção de madeira derrubada e recuperação das zonas afetadas.

O diploma sugere ainda a criação de mecanismos de financiamento para apoiar proprietários e produtores florestais que enfrentam prejuízos significativos devido aos danos provocados pela tempestade.

Para o partido, a intervenção rápida no terreno é essencial para evitar que a destruição causada pela tempestade se transforme num novo problema: o aumento do risco de incêndios florestais de grande dimensão.

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