“Os socialistas andam há anos a mandar nos mesmos órgãos”, denuncia Ventura

André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.

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O presidente do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que Portugal enfrenta “uma oportunidade histórica para fazer uma mudança no país como já não havia há muitos anos”, defendendo uma rutura com o que classificou como um domínio prolongado do Partido Socialista. “O PS tomou controlo do aparelho de Estado nos últimos 50 anos” e “os socialistas andam a circular há anos, sempre a mandar nos mesmos órgãos”, declarou.

O líder do CHEGA intervinha no debate quinzenal com o primeiro-ministro, onde abordou várias áreas que considera críticas na atuação do Governo, sublinhando a necessidade de alterações estruturais no país.

Ventura referiu ainda que “há hoje uma maioria política de direita no Parlamento”, questionando a ausência de mudanças efetivas. “Não podemos apregoar que temos de limpar o Estado e, quando chega o momento, os socialistas estão lá a mandar”, acrescentou, defendendo que “o país tem que perceber: precisamos de fazer a limpeza que o país precisa”.

No plano económico, destacou o aumento do custo de vida, afirmando que “temos hoje o maior aumento no cabaz alimentar, que atingiu o valor mais elevado nas últimas décadas”, e considerou que “o Governo tem que agir e não pode continuar a olhar”.

Relativamente aos combustíveis, referiu que “a receita do ISP está em máximos históricos” e que “o Estado está a lucrar milhões com os combustíveis em Portugal”, questionando: “Que apoios têm para as empresas que estão a ver o custo energético aumentar brutalmente?”

Na área da saúde, recordou declarações anteriores do primeiro-ministro e contrapôs com a situação atual. “Quando Montenegro entrou, disse que a prioridade era garantir serviços de saúde em todos os territórios; este Governo é perito em encerrar serviços de urgência”, afirmou. “Não se dá mais saúde às pessoas encerrando serviços”, acrescentou.

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