“Devolvam o que estão a cobrar a mais”: Ventura acusa Estado de lucrar com combustíveis

O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, criticou no Parlamento a carga fiscal sobre combustíveis e bens essenciais, considerando que o Estado está a beneficiar do aumento de preços num contexto marcado pelos efeitos económicos da guerra.

Durante o debate, o líder da oposição afirmou que a receita do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) atingiu níveis históricos, defendendo que o Governo deve aliviar a carga sobre os consumidores. “Neste país paga-se o combustível e os impostos: devolvam o que estão a cobrar a mais”, declarou.

Ventura sublinhou ainda que “a receita do ISP está em máximos históricos” e acusou o Estado de “lucrar milhões com o aumento dos combustíveis”, insistindo que “não é aceitável que, em plena crise, os portugueses paguem cada vez mais enquanto o Estado arrecada mais”.

O presidente do segundo maior partido apontou também para o aumento do custo de vida, referindo que o cabaz alimentar atingiu “o valor mais alto de sempre”, e defendeu a aplicação de IVA zero em bens essenciais. “É tempo de aliviar quem mais precisa. O Governo não pode continuar a olhar enquanto as famílias são asfixiadas”, afirmou.

No plano político, criticou o Partido Socialista pelas posições assumidas no passado, lembrando que propostas como a redução do ISP, o reforço dos descontos nos combustíveis e a descida do IVA foram rejeitadas. “Tudo o que podia ajudar os portugueses foi chumbado. Agora vêm fazer críticas”, disse.

Ventura destacou ainda o peso da fiscalidade ambiental, referindo que, no final do anterior Governo, o Estado arrecadava cerca de 16 milhões de euros por dia nesta área. “Criaram uma máquina fiscal pesada que continua a pesar sobre quem trabalha e produz”, acrescentou.

As declarações surgem numa altura em que os efeitos da guerra continuam a refletir-se no aumento dos preços da energia e dos bens essenciais, mantendo a pressão sobre o rendimento das famílias.

Últimas de Política Nacional

É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.
Questionados sobre a carta que o Líder do CHEGA endereçou ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tendo como objeto a demissão do ministro Luís Neves, 59% dos inquiridos da sondagem Aximage afirmam concordar com a posição e atuação de André Ventura.
O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.