CHEGA quer aumentar valor da pensão dos Antigos Combatentes

Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.

© MÁRIO CRUZ/LUSA

O partido liderado por André Ventura apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende aumentar o Complemento Especial de Pensão dos Antigos Combatentes para 600 euros por mês.

A proposta a que o Folha Nacional teve acesso parte da ideia de que o reconhecimento do país para com quem combateu não pode limitar-se a cerimónias ou homenagens simbólicas. Segundo o diploma, esse reconhecimento deve traduzir-se em apoio concreto, sobretudo para aqueles que enfrentam hoje dificuldades económicas ou problemas de saúde associados à guerra.

Muitos destes antigos militares, recorda o partido, regressaram da guerra com marcas físicas e psicológicas profundas, tendo enfrentado ao longo da vida obstáculos profissionais, sociais e familiares.

Apesar disso, defendem os deputados do CHEGA, o valor atualmente atribuído através do Complemento Especial de Pensão continua a ser insuficiente para garantir condições de vida dignas a muitos Antigos Combatentes.

A proposta prevê por isso um aumento significativo deste apoio, fixando-o em 600 euros mensais, independentemente do tempo de serviço prestado.

Para o CHEGA, trata-se de uma medida de justiça para com homens que serviram o país em momentos particularmente exigentes da história nacional.

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