CHEGA quer classificar Antifa como organização terrorista

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.

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No documento a que o Folha Nacional teve acesso, o partido liderado por André Ventura descreve o Antifa como uma rede internacional de grupos que, apesar de não ter uma estrutura formal única, atua de forma organizada em vários países. Segundo o CHEGA, essas ações passam frequentemente por episódios de violência, vandalismo e intimidação, que considera incompatíveis com os princípios do Estado de direito.

A proposta refere ainda que o movimento terá presença em Portugal, apontando para a existência de grupos organizados e para episódios ocorridos em manifestações, alguns dos quais acabaram com detenções e intervenção policial.

O partido sustenta que a classificação como organização terrorista permitiria reforçar os instrumentos legais disponíveis para combater este tipo de fenómenos, nomeadamente através de maior cooperação internacional e de um enquadramento jurídico mais robusto no combate à violência política.

Além disso, o CHEGA defende um maior acompanhamento das atividades associadas ao movimento, incluindo em meios académicos e nas redes sociais, considerando que estas estruturas podem funcionar como espaço de mobilização e expansão.

A iniciativa surge num momento em que a discussão sobre segurança interna e radicalização ganha peso no debate político, com o partido a insistir na necessidade de respostas mais firmes face a fenómenos que considera uma ameaça à ordem democrática. Este contexto é reforçado por episódios recentes de violência, como o incidente ocorrido durante a “Marcha pela Vida”, em Lisboa, onde um objeto incendiário foi lançado na direção de participantes, incluindo famílias e crianças.

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