CHEGA quer classificar Antifa como organização terrorista

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.

© D.R.

No documento a que o Folha Nacional teve acesso, o partido liderado por André Ventura descreve o Antifa como uma rede internacional de grupos que, apesar de não ter uma estrutura formal única, atua de forma organizada em vários países. Segundo o CHEGA, essas ações passam frequentemente por episódios de violência, vandalismo e intimidação, que considera incompatíveis com os princípios do Estado de direito.

A proposta refere ainda que o movimento terá presença em Portugal, apontando para a existência de grupos organizados e para episódios ocorridos em manifestações, alguns dos quais acabaram com detenções e intervenção policial.

O partido sustenta que a classificação como organização terrorista permitiria reforçar os instrumentos legais disponíveis para combater este tipo de fenómenos, nomeadamente através de maior cooperação internacional e de um enquadramento jurídico mais robusto no combate à violência política.

Além disso, o CHEGA defende um maior acompanhamento das atividades associadas ao movimento, incluindo em meios académicos e nas redes sociais, considerando que estas estruturas podem funcionar como espaço de mobilização e expansão.

A iniciativa surge num momento em que a discussão sobre segurança interna e radicalização ganha peso no debate político, com o partido a insistir na necessidade de respostas mais firmes face a fenómenos que considera uma ameaça à ordem democrática. Este contexto é reforçado por episódios recentes de violência, como o incidente ocorrido durante a “Marcha pela Vida”, em Lisboa, onde um objeto incendiário foi lançado na direção de participantes, incluindo famílias e crianças.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.