Repúdio e agressividade: Docentes na Sertã agredidas por alunos de oito anos

O diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã repudiou hoje as alegadas situações de violência sobre duas professoras e disse que ativou de imediato os mecanismos adequados em articulação com as entidades competentes.

© D.R.

Numa nota enviada à agência Lusa, José Carlos Fernandes explicou que as situações foram acompanhadas pela direção do Agrupamento, “com a ativação dos mecanismos adequados e articulação com as entidades competentes, designadamente serviços de saúde, GNR – Escola Segura, CPCJ [Comissão de Proteção de Crianças e Jovens] e serviços de psicologia”.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) denunciou um caso de alegada violência exercido sobre duas professoras do Agrupamento de Escolas da Sertã (AES), distrito de Castelo Branco, por dois alunos do 1.º ciclo do ensino básico.

O sindicato afirmou que as docentes “foram violentamente agredidas por dois alunos” do 1.º ciclo do ensino básico, tendo tido as mesmas “necessidade de serem assistidas em unidades de saúde, apresentando sequelas escamoteáveis das agressões físicas sofridas (…)”.

No documento é referido ainda que os dois alunos estão sinalizados com problemas de vária ordem, e com sinais associados de défice educacional e de controlo por parte das respetivas famílias.

Contudo, o sindicato argumenta que os comportamentos desviantes evidenciados “de extrema agressividade, traduzidos em agressões a docentes, assistentes operacionais e a outros alunos, levam o SPLIU a considerar que são os mesmos intoleráveis e inadmissíveis”.

O diretor do AES confirmou que se trata de crianças de 8 anos, “com problemáticas ainda em avaliação e acompanhamento pelas entidades competentes, encontrando-se medicadas e a beneficiar de medidas específicas de apoio, o que exige uma abordagem técnica, responsável e articulada”.

José Carlos Fernandes adiantou também que o AES “respondeu às questões colocadas pelo sindicato, ontem [segunda-feira], muito antes do prazo legal previsto, tendo existido, previamente, contacto telefónico entre o diretor do AES e um representante do SPLIU, no qual foram prestados esclarecimentos iniciais”.

“O AES repudia, de forma inequívoca, qualquer situação de violência em meio escolar, reafirmando que a segurança de alunos e profissionais constitui uma prioridade absoluta”, vincou.

O diretor do AES frisou que mantém total disponibilidade para continuar a colaborar com todas as entidades, reforçando as condições de segurança e garantindo um ambiente educativo seguro, estável e inclusivo para toda a comunidade escolar.

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