Ventura demolidor no Parlamento: “PCP ignora a guerra que provocou o maior aumento da inflação e do cabaz alimentar”

O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou esta quarta-feira, no Parlamento, que a atual subida da inflação e do cabaz alimentar resulta diretamente da guerra na Ucrânia, sublinhando tratar-se de um conflito que o PCP continua sem condenar.

Na interpelação ao Governo sobre medidas para responder ao aumento do custo de vida, o líder do CHEGA destacou que “não foi a guerra de Milei, foi a guerra de Putin”, defendendo que o impacto nos preços da energia e dos bens essenciais decorre dessa realidade internacional.

No mesmo debate, Ventura recordou o posicionamento do PCP em matéria fiscal, referindo que o partido tem votado contra propostas de descida de impostos, ao mesmo tempo que manifesta preocupação com o aumento dos preços. Para o líder da oposição, a prioridade deve passar por garantir maior rendimento disponível às famílias.

Nesse sentido, defendeu um modelo que permita reforçar a capacidade financeira dos portugueses, em detrimento de um aumento da carga fiscal sobre os cidadãos.

O presidente do segundo maior partido referiu ainda o contexto internacional, apontando a Venezuela como um exemplo de um regime que, na sua perspetiva, não reflete os valores de uma democracia livre, estabelecendo paralelos com posições políticas assumidas em Portugal.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.