Preço médio desce para gasolina e sobe para gasóleo que está acima dos 2 euros

O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desce esta semana para a gasolina, mas sobe para o gasóleo, que se mantém acima dos dois euros.

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Assim, segundo a ERSE, para a semana de 30 de março a 05 de abril, o preço eficiente antes de impostos é de 0,991 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,356 euros por litro para o gasóleo simples.

De acordo com o regulador, após impostos, o preço fica nos 1,976 euros por litro para a gasolina 95 simples, e nos 2,232 euros por litro para o gasóleo simples.

“O preço eficiente registou uma atualização, face à semana passada, de -1,2% para a gasolina e de +1,8% para o gasóleo, tendo em conta a variação semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples em -2,7% e do gasóleo simples em +3,3%”, disse a ERSE.

Os preços eficientes resultam da média das cotações internacionais da semana anterior, acrescida de custos logísticos, margens de retalho e impostos, sendo usados pelo regulador para avaliar se os preços praticados no mercado refletem a evolução dos custos.

Por sua vez, em comparação com a semana anterior, a média dos Preços de Venda ao Público (PVP) anunciados nos pórticos, reportados no Balcão Único da Energia, situou-se 3,3 cêntimos por litro abaixo do preço eficiente na gasolina 95 simples, e 10,3 cêntimos por litro abaixo no gasóleo simples.

De acordo com a ERSE, “em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de -1,7% e -4,9%, respetivamente”.

Já no que no que respeita aos preços com descontos, publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), “a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram um desvio face ao preço eficiente de -3,6% e de -6,4%, respetivamente”.

Em termos absolutos, indicou a ERSE, estas estimativas situam-se, para a gasolina 95 simples, em –7,2 cêntimos por litro abaixo, e para o gasóleo simples, em -13,1 cêntimos por litro abaixo, dos respetivos preços eficientes.

A tendência de subida nas últimas semanas acompanha a volatilidade internacional, intensificada pela tensão no Médio Oriente, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

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