Gás dispara até 20%: famílias vão pagar mais 15 euros por botija

Aumento entra em vigor já esta quarta-feira. Revendedores falam em apoios “vergonhosos” e apontam dedo aos impostos.

© D.R.

O preço das botijas de gás vai sofrer uma subida significativa já a partir de quarta-feira, com aumentos que podem atingir os 20%.

Segundo dados avançados ao Jornal de Notícias, o agravamento poderá chegar aos 15 euros nas botijas de maior dimensão, colocando ainda mais pressão sobre o orçamento das famílias.

A botija de 45 quilos deverá registar um aumento na ordem dos 15 euros, enquanto a de 13 quilos poderá subir cerca de três euros.

Atualmente, uma botija de butano de 13 kg custa entre 34,50 e 35 euros, podendo passar a rondar os 38 euros. Já a de propano de 45 kg, que se situa entre os 115 e os 125 euros, poderá atingir valores entre os 130 e os 140 euros.

Na origem desta subida está o aumento dos preços da energia nos mercados internacionais, impulsionado pela escalada de tensão no Médio Oriente.

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis critica duramente a resposta do Governo, considerando os apoios insuficientes e defendendo uma redução da carga fiscal sobre este tipo de produtos.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.