Gás dispara até 20%: famílias vão pagar mais 15 euros por botija

Aumento entra em vigor já esta quarta-feira. Revendedores falam em apoios “vergonhosos” e apontam dedo aos impostos.

© D.R.

O preço das botijas de gás vai sofrer uma subida significativa já a partir de quarta-feira, com aumentos que podem atingir os 20%.

Segundo dados avançados ao Jornal de Notícias, o agravamento poderá chegar aos 15 euros nas botijas de maior dimensão, colocando ainda mais pressão sobre o orçamento das famílias.

A botija de 45 quilos deverá registar um aumento na ordem dos 15 euros, enquanto a de 13 quilos poderá subir cerca de três euros.

Atualmente, uma botija de butano de 13 kg custa entre 34,50 e 35 euros, podendo passar a rondar os 38 euros. Já a de propano de 45 kg, que se situa entre os 115 e os 125 euros, poderá atingir valores entre os 130 e os 140 euros.

Na origem desta subida está o aumento dos preços da energia nos mercados internacionais, impulsionado pela escalada de tensão no Médio Oriente.

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis critica duramente a resposta do Governo, considerando os apoios insuficientes e defendendo uma redução da carga fiscal sobre este tipo de produtos.

Últimas de Economia

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.