FMI prevê défice de 0,1% em Portugal em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.

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Segundo o documento, o FMI estima um défice de 0,1% este ano, que se agrava para 0,2% em 2027, 0,5% em 2028 e 0,9% em 2029. No Fiscal Monitor, a instituição prevê ainda défices acima de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2030 e 2031.

No Orçamento do Estado para 2026, o Governo inscreveu a projeção de um excedente de 0,1% este ano, mas o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já admitiu que existe o risco de se verificar um défice.

O FMI detalha que as projeções para este ano “baseiam-se no orçamento aprovado pelas autoridades, ajustado para refletir a previsão macroeconómica da equipa” da instituição. Já para os próximos anos, as projeções são num cenário de políticas inalteradas.

A instituição defende que os governos europeus devem conciliar os compromissos de defesa com as pressões relacionadas com o envelhecimento da população, através de uma mudança concreta nas prioridades de gastos.

No caso específico de Portugal, o FMI considera que “conter o crescimento automático das despesas com saúde e produtos farmacêuticos é essencial para proteger o investimento”.

Destaca-se ainda que na Europa, vários membros da União Europeia, incluindo Portugal, ativaram cláusulas de escape às regras relativas aos défices para acomodar o aumento das despesas com a defesa, sendo que “é provável que as despesas com esta defesa se mostrem persistentes e evidenciem os dilemas orçamentais enfrentados pelos países com margem limitada”.

Quanto à dívida pública portuguesa, a estimativa da organização é que o rácio diminua para 85,6% do PIB este ano, continuando a trajetória de redução até atingir 74,4% em 2031.

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