Ventura acusa Governo de atirar “dinheiro fora” na saúde

O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".

© Folha Nacional

No debate quinzenal na Assembleia da República, a saúde foi um dos temas abordados pelo líder do CHEGA, que acusou o executivo de incompetência.

“Nós tínhamos um combate do PSD ao PS durante os últimos anos do Governo a dizer ‘não, não, temos que ter todos com médico de família, temos que ter todos com a possibilidade de aceder mesmo à especialidade oncológica’, e agora tem o diretor executivo [do SNS] a dizer que não. E, para além disso, temos notícias preocupantes do dinheiro que o Governo tem atirado fora”, afirmou.

André Ventura referiu que “311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar”.

“Se há área em que os portugueses vão avaliar o seu trabalho é nesta área da saúde”, avisou o líder do CHEGA ao primeiro-ministro.

Na resposta, o chefe do Governo salientou que “a reprogramação em sede PRR não coloca em causa a execução de nenhum projeto, apenas a fonte de financiamento muda por razões de gestão do percurso da execução”.

Na sua intervenção, o líder do CHEGA pediu também a Luís Montenegro para confirmar declarações do ministro das Finanças quanto à descida do IRS e a aumentos para os pensionistas.

“Diz o senhor ministro que, com o impacto dos empréstimos do PRR, as crises das tempestades, o conflito do Irão, tudo isto vai ficar praticamente impossível. Para ser dito pelo ministro é que não vai acontecer”, disse Ventura, considerando que os “pensionistas que já recebem uma miséria e merecem saber se vão ter esse aumento ou não”.

Últimas de Política Nacional

Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.
A nomeação foi feita pelo presidente do CHEGA, André Ventura, em nome da Direção Nacional, e validada por todos os seus membros. Eduardo Teixeira assume agora um dos dossiês mais exigentes e estratégicos do partido, numa altura em que o forte crescimento autárquico do CHEGA trouxe uma nova dimensão e maiores responsabilidades à estrutura partidária.
Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.