Gás de garrafa dispara para máximos históricos em Portugal

O preço da garrafa de gás butano voltou a subir em abril e atingiu níveis recorde, agravando ainda mais os custos para milhões de famílias portuguesas.

© D.R.

A botija de 13 quilos, a mais utilizada no país, ronda agora os 39 euros, mais cinco euros do que no mês anterior, num aumento significativo que volta a expor o peso da energia no orçamento das famílias.

O agravamento surge num contexto de subida dos preços internacionais da energia, mas especialistas e associações do setor apontam também para fatores internos, como a elevada carga fiscal em Portugal, que continua a diferenciar o país de outros mercados europeus.

A comparação com Espanha é particularmente evidente. Do outro lado da fronteira, o preço da garrafa de gás encontra-se significativamente mais baixo, fruto de medidas de controlo e de uma fiscalidade mais reduzida, o que volta a colocar em causa a resposta do Governo português.

Em Portugal, o imposto especial de consumo sobre o gás é várias vezes superior ao praticado em Espanha, a que se junta uma taxa de IVA mais elevada. Estes fatores acabam por refletir-se diretamente no preço final pago pelos consumidores.

Apesar do agravamento, as medidas de apoio continuam limitadas.

No plano político, o CHEGA tem defendido uma redução da carga fiscal sobre a energia, incluindo o gás engarrafado, como forma de aliviar o impacto direto no custo de vida.

Com mais de dois milhões de famílias dependentes deste tipo de gás, a subida dos preços volta a colocar pressão sobre o Executivo, num momento em que o custo da energia continua a ser um dos principais fatores de preocupação para os portugueses.

Últimas do País

A praia de Santo Amaro de Oeiras foi hoje temporariamente interditada, na sequência de um episódio de poluição na ribeira da Laje, provocado por uma rotura numa conduta da Tratolixo, informou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As sete pessoas detidas na terça-feira por maus-tratos a idosos, na sequência do encerramento de nove residências que funcionavam como lares ilegais em Lousada, no distrito do Porto, ficaram hoje em prisão preventiva, adiantou à Lusa fonte policial.
O desinvestimento na rede pública de bibliotecas, nomeadamente em relação à formação de profissionais qualificados na área de biblioteca e arquivo, assim como os desafios da inteligência artificial, preocupam a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).
O presidente do CHEGA afirmou esta quinta-feira que os trabalhadores portugueses não podem continuar a ser tratados como “descartáveis”, defendendo medidas para limitar despedimentos ilícitos, valorizar o trabalho por turnos e reforçar os direitos das famílias.
Uma advogada com escritório em Lisboa foi constituída arguida na segunda-feira por suspeitas de falsificação de documentos em pelo menos 26 processos de legalização de imigrantes, adiantou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Os corpos de duas mulheres foram hoje encontrados numa habitação na Trofa, no distrito do Porto. Apresentavam "sinais de decomposição".
Enquanto milhares de pensionistas vivem com reformas reduzidas, o presidente da Autoridade de Seguros e Fundos de Pensões foi autorizado a acumular salário e pensão, atingindo um rendimento mensal de quase 20 mil euros brutos.
Uma mulher de 48 anos foi detida pela suspeita de ter matado a enteada de oito anos, cujo desaparecimento foi participado pelo pai na quarta-feira, em Valpaços, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
Teste de Direito do Trabalho I, da Escola Superior de Ciências Empresariais, do Instituto Politécnico de Setúbal, recorre a referências ao partido CHEGA e a uma personagem inspirada em André Ventura para ilustrar um negócio jurídico envolvendo a venda de uma arma.
Quatro meses após as grandes tempestades, o mar na praia da Fonte da Telha (Almada) dá sinais de já não ser o mesmo, com o registo de 12 salvamentos entre a última semana de maio e 11 de junho.