A botija de 13 quilos, a mais utilizada no país, ronda agora os 39 euros, mais cinco euros do que no mês anterior, num aumento significativo que volta a expor o peso da energia no orçamento das famílias.
O agravamento surge num contexto de subida dos preços internacionais da energia, mas especialistas e associações do setor apontam também para fatores internos, como a elevada carga fiscal em Portugal, que continua a diferenciar o país de outros mercados europeus.
A comparação com Espanha é particularmente evidente. Do outro lado da fronteira, o preço da garrafa de gás encontra-se significativamente mais baixo, fruto de medidas de controlo e de uma fiscalidade mais reduzida, o que volta a colocar em causa a resposta do Governo português.
Em Portugal, o imposto especial de consumo sobre o gás é várias vezes superior ao praticado em Espanha, a que se junta uma taxa de IVA mais elevada. Estes fatores acabam por refletir-se diretamente no preço final pago pelos consumidores.
Apesar do agravamento, as medidas de apoio continuam limitadas.
No plano político, o CHEGA tem defendido uma redução da carga fiscal sobre a energia, incluindo o gás engarrafado, como forma de aliviar o impacto direto no custo de vida.
Com mais de dois milhões de famílias dependentes deste tipo de gás, a subida dos preços volta a colocar pressão sobre o Executivo, num momento em que o custo da energia continua a ser um dos principais fatores de preocupação para os portugueses.