“Portugal trata melhor criminosos do que polícias”, diz Ventura

O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.

© Folha Nacional

André Ventura afirmou no Parlamento que a relação entre o Estado e as forças de segurança “tem vindo a degradar-se cada vez mais”, defendendo que os polícias trabalham sem reconhecimento, com baixos salários e sujeitos a riscos permanentes.

Durante o debate sobre o tratamento dado às forças de segurança, o presidente do CHEGA disse que “ninguém quer ser polícia hoje em Portugal”, considerando que a profissão se tornou “descartável” e marcada pela falta de dignificação.

Ventura referiu ainda que os agentes passam “dia e noite” a garantir a segurança do país, mas que continuam sem apoio político e institucional adequado.

O líder do CHEGA afirmou também que existem polícias alvo de processos disciplinares por parte do Governo e referiu que há agentes “agredidos, insultados e atacados todos os dias” sem reação pública do ministro da Administração Interna.

André Ventura disse ainda que os salários médios das forças de segurança portuguesas estão entre os mais baixos da Europa e considerou que o Estado pede aos polícias que sejam “saco de pancada” sem lhes garantir verdadeira dignidade profissional.

Num dos momentos centrais da intervenção, Ventura afirmou que “o Estado dá a um estrangeiro uma indemnização maior do que a de um polícia morto em serviço”, classificando a situação como “uma vergonha que desonra Portugal”.

O presidente do CHEGA referiu também que muitos agentes têm hoje “medo de agir” e acusou parte da esquerda de tratar as forças de segurança como “inimigas”.

Durante a intervenção, André Ventura afirmou ainda que casos envolvendo minorias ou imigrantes recebem maior atenção mediática do que agressões a polícias.

O líder do CHEGA mencionou igualmente os suicídios entre elementos das forças de segurança, defendendo que o tema raramente recebe atenção pública ou política.

Ventura terminou defendendo que o Estado deve “repor à polícia aquilo que é a sua dignidade” e garantir maior respeito e proteção a quem assegura a segurança dos portugueses.

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