CHEGA quer “corrigir o que está mal” na reforma do Tribunal de Contas

O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.

© Folha Nacional

“O CHEGA deu a garantia ao Presidente da República que, na fase da especialidade, mesmo tendo procurado evitar que esta lei fosse aprovada, mas que na fase da especialidade trabalhará para que, mesmo assim, haja a capacidade de corrigir o que está mal feito e, caso venha a ser aprovada, que esperemos que não aconteça, mas, caso venha a ser aprovada, que seja menos mal do que está e que não dê espaço a espaços de impunidade e de falta de transparência”, afirmou o líder do CHEGA.

André Ventura falava aos jornalistas no Palácio de Belém, depois de uma audiência de cerca de uma hora com o Presidente da República, António José Seguro, pedida para abordar este tema.

O líder do CHEGA, partido que votou contra a proposta do Governo na generalidade, quer que “a legislação que venha a ser aprovada não dê e não contrarie todo o espírito que foi, por exemplo, o espírito da segunda volta das eleições presidenciais”, disputada entre ele próprio e António José Seguro.

Segundo Ventura, “foi unânime” nos dois candidatos mais votados que o país “tinha que ter uma cultura de exigência, mesmo na administração pública, de transparência e de combate à corrupção”.

Últimas de Política Nacional

Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.