PJ entra na sede do PS em megaoperação por suspeitas de corrupção e favorecimento político

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas no Largo do Rato e já deteve cinco pessoas numa investigação sobre alegados ajustes diretos, contratação de militantes e favorecimento de empresas ligadas a socialistas.

© Partido Socialista

A sede nacional do Partido Socialista, no Largo do Rato, em Lisboa, foi esta quinta-feira alvo de buscas da Polícia Judiciária no âmbito de uma megaoperação relacionada com suspeitas de corrupção, tráfico de influência e favorecimento político durante mandatos socialistas.

Segundo informações avançadas por vários meios de comunicação nacionais, a operação já resultou em cinco detenções e na constituição de 37 arguidos, no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas adjudicações por ajuste direto e contratação de militantes ligados ao PS entre 2016 e 2022.

A investigação centra-se em suspeitas de favorecimento de empresas associadas a figuras socialistas, através de contratos públicos alegadamente atribuídos sem concorrência efetiva.

De acordo com os dados conhecidos até ao momento, estão em causa suspeitas de crimes como corrupção, prevaricação, tráfico de influência e recebimento indevido de vantagem.

As buscas decorreram em vários locais, incluindo a sede nacional socialista, tendo sido mobilizados mais de 300 inspetores da Polícia Judiciária.

Entre os visados encontra-se o ex-presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho.

A investigação aponta ainda para alegadas ligações entre contratos sob suspeita e pessoas próximas do antigo primeiro-ministro António Costa. Segundo informações divulgadas, uma das empresas beneficiadas pertencerá à mulher de Duarte Moral, antigo assessor de António Costa e figura politicamente próxima de José Luís Carneiro.

A operação da Polícia Judiciária volta a aumentar a pressão política sobre o Partido Socialista e reacende o debate em torno da transparência na contratação pública, dos alegados favorecimentos partidários e da utilização de estruturas públicas para benefício político e pessoal.

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