Novo mapa de satélite mostra áreas mais suscetíveis ao fogo este verão

Um novo mapa de satélite, pensado para a previsão de incêndios e inserido numa ferramenta tecnológica ligada à propriedade rústica, permite verificar qual o território mais suscetível ao fogo este verão, ao nível das freguesias de Portugal continental.

© LUSA/ALLISON DINNER

“Este ano, pode verificar o seu terreno antes da chegada do verão. Pela primeira vez em Portugal, um mapa de satélite de 10 metros mostra as condições de fogo deste ano para cada parcela do país”, revelaram os promotores da plataforma “LandOS — A Minha Terra”.

À agência Lusa pela Lusa, Pedro Rocha, da equipa de desenvolvimento do projeto, explicou que o novo mapa foi criado por uma empresa dos Países Baixos “que trabalha em modelos matemáticos e inteligência artificial, mas com foco muito grande na prevenção de incêndios”.

“Através da introdução de outras variáveis, conseguiu gerar esse mapa, que nos dá uma previsibilidade sobre as zonas onde há mais risco de incêndio”, observou.

Frisou que a “LandOS” utiliza como base informação oficial produzida por entidades do Estado, “que usam uma série de informação, estatística, climática e outra, para calcular o risco de incêndio, e estes mapas de risco estrutural são tecnicamente muito bem feitos”. Estes mapeiam as condições da paisagem — do relevo, ao declive, tipo de vegetação ou histórico de uso do solo — que tornam o fogo mais provável.

Perante o risco estrutural existente em Portugal — consubstanciado num mapa “que não mexe ou muda de 10 em 10 anos” – a “LandOS foi à procura de criar um mapa de risco sazonal, como o que agora apresenta”.

“Olhamos para o que sucedeu no último inverno, da quantidade de precipitação, à presença de vegetação, à madeira acumulada, todas essas novas variáveis e também onde ardeu no verão passado, zonas com pouco ou nenhum coberto vegetal este ano, mas que no mapa estrutural continuam com risco elevado de incêndio”, vincou Pedro Rocha.

O novo mapa não funciona, no entanto, em tempo real: “Não diz dia a dia, hora a hora, onde está o risco. É um mapa que, à entrada do verão, nos diz, por exemplo, onde a situação é pior. E isso vai-nos ajudar, no futuro, a orientar recursos para a limpeza”, observou.

Pedro Rocha deu o exemplo do Alentejo, onde, no último inverno, choveu muito: “Se virmos no risco estrutural, pode aparecer num nível baixo. Mas se formos ao sazonal, vamos ver que há zonas que aparecem com risco alto”, indicou.

Na página da plataforma, onde se lê que “uma em cada três freguesias apresentam sinais elevados de combustível e vegetação esta época”, constam ainda outros dois exemplos, consultados pela Lusa, um deles sobre a zona do Interior Centro (concelhos da Pampilhosa da Serra, Arganil e Covilhã).

“Está entre os concelhos de maior risco estrutural em Portugal. Os incêndios de 2025 arderam grande parte desta região — a camada [do mapa] sazonal de 2026 reflete isso, o combustível desapareceu e o risco, este ano, é claramente inferior ao que a base estrutural sugere”.

O outro exemplo incide sobre o interior algarvio, “historicamente uma das zonas de menor risco no mapa estrutural”.

No entanto, a “LandOS” avisa que após um inverno “invulgarmente chuvoso, a camada de satélite mostra vegetação elevada em partes do interior — combustível que normalmente ali não existe”.

Outros dados disponíveis na plataforma tecnológica mostram que uma parte significativa de áreas florestais do interior Norte e Centro do país ardeu três ou mais vezes nos últimos 20 anos, constatando que certas paisagens, em Portugal, estão estruturalmente predispostas a arder.

Últimas do País

André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.
Um homem de 60 anos foi detido na região de Lisboa por ser suspeito dos crimes de violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada, ficando sob vigilância eletrónica, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Duas pessoas morreram hoje e quatro ficaram feridas na sequência de uma colisão entre três viaturas ligeiras na Avenida da Índia, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da PSP.
O presidente do CHEGA apelou esta sexta-feira ao ministro da Administração Interna para que se demita e saia "pelo seu próprio pé", e pediu "autoridade política" ao primeiro-ministro tendo em conta as "suspeitas graves" que considera haver sobre Luís Neves.
A Polícia Judiciária anunciou hoje que abriu inquérito sobre o reboque apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
A proposta do CHEGA para proibir a ocultação do rosto em espaços públicos recebeu luz verde da Assembleia da República. O diploma, conhecido como ‘lei das burcas’, foi recebido com uma salva de palmas da bancada do partido, que fala numa vitória da segurança e da ordem pública.
Partido denuncia que autarquia financia ações de sensibilização para a deficiência, mas rejeitou um plano para eliminar barreiras arquitetónicas nos estabelecimentos de ensino.