OCDE prevê saldo orçamental nulo em Portugal em 2026 e défice em 2027

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.

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No Economic Outlook, a OCDE sinaliza que a política orçamental será expansionista em 2026, prevendo-se que os gastos com subvenções do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) aumentem para perto de 2,3% do PIB em 2026, enquanto os desembolsos de empréstimos aumentarão para 0,7% do PIB.

“Medidas temporárias para atenuar o choque dos preços da energia, incluindo cortes e subsídios no imposto sobre combustíveis, bem como apoio aos afetados pelas tempestades do início de 2026, deverão atingir 0,4% do PIB em 2026”, estima a OCDE.

A política orçamental ajudará a amortecer o choque externo em 2026, antes de se tornar mais restritiva em 2027, refletindo a eliminação gradual de medidas temporárias introduzidas em resposta aos preços mais altos da energia e às tempestades severas, e o fim do financiamento do PRR.

Em 2027, a política orçamental vai-se tornar contracionista, com um aperto previsto de 2,5% do PIB, sinaliza a organização. “A eliminação gradual do apoio temporário, bem como das subvenções e empréstimos do PRR, afetará a procura interna, apesar do aumento dos gastos com fundos de coesão europeus”, aponta.

Já a dívida pública “continuará a diminuir, mas garantir uma trajetória descendente sustentada no médio prazo exigirá gastos mais eficientes”, alerta a OCDE. As previsões são de um rácio de 86,3% do PIB este ano e 83,3% do PIB em 2027.

O Governo já atualizou as previsões, no relatório de progresso entregue a Bruxelas em abril, projetando também um saldo nulo este ano.

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