Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,407%, continuou abaixo das taxas a seis (2,606%) e a 12 meses (2,796%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,606%, menos 0,033 pontos do que na sexta-feira, quando subiu para um novo máximo desde janeiro de 2025 (2,639%).
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,796%, menos 0,078 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,407%, mais 0,027 pontos e um novo máximo desde março de 2025.
Como antecipado pelo mercado, na passada quinta-feira, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.
Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.
Em maio, a média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos, mas de forma menos acentuada do que em abril.
A média mensal da Euribor em maio subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.
Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.