Pelo menos 212 mortes atribuíveis ao calor em Espanha desde domingo

Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.

© D.R.

O dia com mais mortes atribuíveis ao calor foi terça-feira (95), segundo a plataforma “MoMO” do Instituto de Saúde Carlos III, que monitoriza diariamente a mortalidade em Espanha.

Nos mesmos dias de 2025 (21 a 24 de junho) houve 98 mortes associadas ao calor no país, indicam os dados da “MoMo”.

A ferramenta, gerida pelo Instituto Carlos III, regista diariamente o número de mortes em Espanha e compara com a mortalidade esperada com base em dados históricos.

Em seguida, incorpora fatores externos que podem explicar essa diferença, nomeadamente as altas temperaturas reportadas pela Agência Meteorológica Nacional (Aemet) espanhola.

O sistema não pode estabelecer causalidade absoluta entre as mortes registadas e as condições meteorológicas, mas os números representam a melhor estimativa do número de mortes cujas causas estão relacionadas com o calor.

Espanha, como outros países da Europa, foi atingida por uma onda de calor desde o fim de semana.

Duas pessoas morreram por golpes de calor em Espanha na terça-feira, no País Basco (norte) e na Andaluzia (sul), disseram as autoridades locais.

Segundo a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), as temperaturas máximas mais elevadas foram alcançadas na terça-feira, quando forma registados 44°C (graus Celsius) em Jaén e 45°C em Montoro, dois locais da Andaluzia.

Foram também registadas na terça-feira temperaturas muito elevadas e, em alguns casos, recordes históricos, em zonas do norte de Espanha, nomeadamente, nas regiões da Cantábria (43,7ºC), do País Basco e de Navarra (acima dos 42ºC).

As autoridades esperam “uma descida significativa” das temperaturas hoje, tanto máximas como mínimas, e o fim da onda de calor em todo o território continental de Espanha.

Últimas do Mundo

O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.