CHEGA quer baixar impostos sobre combustíveis e IVA zero nos alimentos essenciais

O CHEGA apresenta hoje um projeto de resolução que recomenda ao Governo um conjunto de medidas fiscais destinadas a aliviar o custo de vida das famílias portuguesas, propondo a redução do IVA sobre os combustíveis e a aplicação de IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais.

© D.R.

A iniciativa a que o Folha Nacional teve acesso surge numa altura em que o partido líder da oposição considera que o aumento dos preços da energia, dos combustíveis e dos alimentos continua a penalizar fortemente o orçamento das famílias e das empresas, defendendo que o Estado deve recorrer à redução da carga fiscal para mitigar o impacto da inflação.

Na exposição de motivos, o CHEGA refere que Portugal continua entre os países europeus onde o aumento dos preços teve maior impacto no rendimento disponível das famílias, apontando ainda a elevada carga fiscal, os baixos salários e a perda de poder de compra como fatores que agravam a situação económica.

Segundo o projeto apresentado pelo partido liderado por André Ventura, os combustíveis continuam sujeitos à taxa normal de IVA de 23%, apesar da descida dos preços internacionais do petróleo não se refletir integralmente no bolso dos consumidores. O partido considera que esta tributação tem um efeito em cadeia sobre toda a economia, aumentando os custos de transporte e encarecendo os restantes bens e serviços.

Por esse motivo, o CHEGA propõe que o IVA aplicado à gasolina e ao gasóleo seja reduzido para a taxa intermédia de 13%, durante um período inicial de seis meses, ficando posteriormente sujeito a reavaliação.

A iniciativa prevê igualmente a aplicação de IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais, incluindo pão, leite, fruta, legumes, arroz, massas, azeite, carne, peixe e ovos, defendendo que esta medida poderá aliviar imediatamente a despesa das famílias com o chamado “cabaz alimentar”.

O partido recorda que Portugal já adotou medidas semelhantes durante a crise provocada pela pandemia da COVID-19 e considera que, perante o atual contexto económico, existe margem para voltar a recorrer a soluções fiscais temporárias para proteger o poder de compra dos portugueses.

Além da redução do IVA, o CHEGA recomenda ainda ao Governo o reforço da fiscalização da formação de preços em setores considerados estratégicos, com o objetivo de prevenir práticas especulativas e distorções de mercado.

Segundo o partido liderado por André Ventura, estas medidas permitiriam aliviar a pressão financeira sobre as famílias, estimular o consumo interno e reforçar a competitividade da economia portuguesa, numa altura em que o aumento do custo de vida continua a ser uma das principais preocupações dos portugueses.

Caso a recomendação venha a ser acolhida, a redução do IVA dos combustíveis teria caráter temporário, enquanto a aplicação de IVA zero aos bens alimentares essenciais dependeria da respetiva implementação legislativa.

Últimas de Economia

O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.
O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.
Gustavo Madeira deixa o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação para assumir a presidência do IMT. Nomeação é feita em regime de substituição e produz efeitos já esta quinta-feira, enquanto os cargos não forem preenchidos através de concurso da CReSAP.
A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).