“Não escapou sequer um caderno”: sede do CHEGA em Évora arde horas depois de eletricidade ser cortada

O primeiro fogo não atingiu as instalações partidárias e levou ao corte da eletricidade. Três horas depois, um novo foco surgiu dentro da sede e destruiu mobiliário, arquivos e equipamentos.

© Folha Nacional

A sede distrital do CHEGA em Évora ficou totalmente destruída por um incêndio, esta quarta-feira, apenas cerca de três horas depois de um primeiro fogo ter atingido o quadro elétrico geral do mesmo edifício, na Rua Cândido dos Reis. Não há feridos a registar.

A primeira ocorrência foi registada por volta das 14h00, nas escadas de acesso ao prédio. Bombeiros e PSP deslocaram-se ao local e controlaram as chamas, que não chegaram às instalações do partido, situadas no primeiro andar. Na sequência do incidente, a E-Redes cortou o fornecimento de eletricidade a todo o edifício.

Cerca de três horas depois, surgiu um segundo incêndio, desta vez no interior da própria sede do CHEGA. O alerta foi dado pelas 17h45 por uma funcionária de um estabelecimento comercial situado no rés-do-chão.

César Luís da Silva, presidente da Distrital de Évora do CHEGA, revelou que, segundo a informação que lhe foi transmitida pelos bombeiros, a maior concentração térmica terá sido detetada junto a uma janela da sede virada para a rua.

O dirigente considera “estranhas” as circunstâncias em que ocorreu o segundo incêndio, sobretudo porque o edifício já se encontrava sem eletricidade.

“Como é que, pelas 17 horas, começou a arder o interior da nossa sede?”, questionou.

As instalações ficaram completamente destruídas. “Não escapou sequer um caderno”, lamentou César Luís da Silva. As chamas consumiram mobiliário, arquivos e vários equipamentos, tendo ainda provocado o colapso parcial do teto falso.

O combate ao incêndio mobilizou 16 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Évora e da PSP, apoiados por seis veículos.

As causas das duas ocorrências estão agora por apurar.

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