Ventura acusa Governo de “roubo” nos combustíveis ao cobrar “imposto ilegal”

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.

© Folha Nacional

“Apesar de a justiça europeia ter já várias vezes condenado Portugal por uma taxa ilegal sobre os combustíveis, a contribuição da segurança rodoviária, Portugal continua a aplicá-la. São 700 milhões de euros a mais do que devíamos cobrar às pessoas nesta matéria”, criticou o líder do CHEGA.

Em declarações aos jornalistas, numa deslocação a Évora, André Ventura disse tratar-se de um “caso de roubo” e considerou que “não há outra palavra” para descrever esta matéria: “O Estado está-nos a roubar nos combustíveis, não aceita corretivos e não aceita voltar atrás”.

Segundo o presidente do CHEGA, o mais recente “comparativo entre Portugal e Espanha”, conhecido no passado dia 17, mostrou que os preços dos combustíveis “não são muito diferentes” num e noutro país.

A diferença, continuou, está nos “impostos que se carregam em cima dos combustíveis”, mas “uma coisa são os impostos legais, estão errados, mas é o que temos, outra são impostos ilegais”.

“O Governo sabe que está a cobrar um imposto ilegal e mesmo assim está a fazê-lo”, acusou, frisando que, “mesmo sabendo que a Justiça Europeia já determinou que a contribuição rodoviária era ilegal, que violava as regras”, o executivo PSD e CDS-PP continua a cobrá-la “porque é mais fácil cobrar às pessoas do que ficar à espera que os tribunais decidam sobre se é legítimo ou não é legítimo”.

E isso “é inaceitável”, observou Ventura, revelando que o CHEGA entregou esta segunda-feira, na Assembleia da República, uma pergunta dirigida ao ministro das Finanças sobre esta matéria.

“Questionámos hoje o Governo sobre isto, há pouco, sobre o que é que o ministro das Finanças finalmente vai fazer, agora que se sabe que esta taxa é ilegal”, indicou.

Para o líder do CHEGA, é necessário que o Governo e o ministro esclareçam se vão devolver este imposto aos contribuintes ou não, se “vão aceitar mexer e baixar os impostos sobre os combustíveis ou vamos continuar na mesma, a punir desta forma as pessoas, as empresas e todos os que têm que se mover e movimentar, mesmo com taxas ilegais”.

“É um Estado verdadeiramente criminoso, porque está a cometer ilegalidades sobre os combustíveis e sobre aquilo que os cidadãos têm que pagar, sabe disto, a Justiça já lhe disse isto e mesmo assim continua”, disse.

Ventura qualificou esta situação como “lamentável” e anunciou que, além da pergunta dirigida ao Governo, o seu partido vai “chamar o ministro das Finanças ao Parlamento para responder sobre isto”.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,48 euros na última semana, fixando-se nos 253,55 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação homóloga acelerou para 2,9% na zona euro e para 3% na União Europeia em julho, após um recuo registado em junho, anunciou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa rápida que tinha divulgado no mês passado.