CHEGA vai presidir à comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ

A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.

© Folha Nacional

O CHEGA vai presidir à comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a avaliar a atuação de Luís Neves durante os seus mandatos como diretor nacional da Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, bem como eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. A constituição da comissão resulta de uma iniciativa apresentada pelo partido.

O projeto de deliberação apresentado pelo presidente da Assembleia da República estabelece uma comissão composta por 25 deputados. A primeira vice-presidência ficará entregue ao PS e a segunda ao PSD.

A distribuição dos lugares acompanha a representatividade parlamentar: o PSD terá oito deputados efetivos, enquanto CHEGA e PS contarão com cinco cada. IL e Livre terão dois representantes cada e PCP, CDS-PP e JPP terão um deputado.

BE e PAN ficam de fora da composição da comissão de inquérito. Os restantes partidos poderão ainda indicar membros suplentes, com exceção do JPP, que dispõe apenas de um deputado na Assembleia da República.

A proposta de composição da comissão foi aprovada com a abstenção do PAN e os votos favoráveis das restantes bancadas e deputados únicos.

Apesar de ficar com a presidência, o CHEGA ainda não revelou quem ocupará o cargo. Fonte oficial do partido indicou à Lusa que o nome será divulgado assim que a decisão estiver fechada.

Nos termos do Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares, os membros da comissão deverão tomar posse perante o presidente da Assembleia da República até ao 15.º dia posterior à publicação da resolução ou do requerimento que determina a realização do inquérito.

Últimas de Política Nacional

A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.