O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou, esta sexta-feira, no Hotel Marriott, em Lisboa, que vai recandidatar-se à presidência do CHEGA. No discurso de abertura do Conselho Nacional, o líder partidário fez um balanço dos sete anos de presença parlamentar, reivindicou o crescimento da força política e garantiu que a missão de mudar o país está longe de estar concluída.
“Riam-se e gozavam. Hoje, já ninguém se está a rir”, afirmou Ventura, recordando os primeiros anos do partido e apontando para os 100 mil militantes alcançados. Confiante nos resultados das sondagens, foi mais longe e antecipou que o CHEGA poderá tornar-se o maior partido português nos próximos anos.
O presidente do CHEGA criticou o sistema político, que acusou de perpetuar os mesmos interesses e práticas. “O mesmo país de esquerda, de cunha, do conluio”, declarou, denunciando a proteção dos interesses instalados, enquanto as famílias enfrentam o aumento do custo de vida e dos combustíveis.
Ventura defendeu ainda que o CHEGA não pode abdicar da sua identidade de confronto com o sistema, sob pena de perder a razão de existir. “No dia em que o CHEGA deixar de confrontar o sistema instalado” e passar a integrar os esquemas terá traído o seu ADN político, vinca.
Rejeitando a ideia de que o CHEGA é um partido de um homem só, Ventura desafiou os militantes a demonstrarem que a estrutura dispõe de quadros capazes de assumir responsabilidades governativas.
Foi neste contexto que confirmou a decisão: “E é por isso que me recandidato à presidência do partido.” O líder do CHEGA afirmou não ter dúvidas de que a força política poderá vencer nos próximos três anos, embora tenha reconhecido que o caminho até ao poder não será fácil.
Na reta final, Ventura deixou uma mensagem de desafio aos adversários políticos e às instituições europeias: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”