Chega acusa Governo dos Açores de deixar São Miguel para trás

O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.

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O CHEGA/Açores considerou hoje que a ilha de São Miguel, a que tem “maior peso económico” no arquipélago, “tem vindo a ser constantemente esquecida” nos sucessivos planos e orçamentos regionais.

“Estamos constantemente a verificar que São Miguel, apesar de ser o principal motor económico da região, onde se concentra o maior tecido empresarial, e a ilha que tem mais população, fica sempre para trás nos investimentos”, afirmou o líder parlamentar do CHEGA açoriano, José Pacheco, citado numa nota de imprensa do partido.

O também líder do CHEGA/Açores refere que o Plano e Orçamento para 2027 é o primeiro documento elaborado pelo executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM depois do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e esperava “ver muito mais investimento, quer para São Miguel, quer para as restantes ilhas”.

A situação foi hoje abordada numa reunião dos deputados do CHEGA/Açores com o Conselho de Ilha de São Miguel, depois de este órgão emitir um parecer desfavorável condicionado às antepropostas do Plano Regional Anual e do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2027.

Segundo a nota, no encontro, os conselheiros manifestaram o seu descontentamento “com a falta de investimento previsto para 2027 em várias áreas, como saúde, acessibilidades terrestres, marítimas e aéreas, habitação e respostas sociais, educação, pescas, agricultura e promoção turística”.

José Pacheco lembra que o Plano e Orçamento de 2026 dava prioridade às verbas do PRR, mas esperava que para 2027 “houvesse mais investimento, em todas as ilhas, de forma proporcional”.

Referiu que há obras em São Miguel que já foram inscritas em vários planos e orçamentos que continuam sem ser concretizadas e “nada garante que sejam efetivamente feitas no próximo ano”.

O parlamentar deu o exemplo de várias estradas, das melhorias do porto de Ponta Delgada, ou mesmo do Hospital do Divino Espírito Santo, do qual “não se sabe se as obras de redimensionamento vão mesmo avançar”.

José Pacheco lamenta, por isso, a “falta de ambição” do Plano e Orçamento para 2027 para a ilha de São Miguel”.

“Os dados que temos (…) é que, para 2027, o investimento por habitante previsto para São Miguel – a ilha com mais população dos Açores -, é de 2.739 euros, quando a média da região é de 4.099 euros. Além de não ser justo, é deixar ao abandono a maior ilha dos Açores”, concluiu.

A anteproposta de Plano dos Açores para 2027 prevê um investimento global de 1.057 milhões de euros, 650 milhões de euros de “responsabilidade direta” do Governo Regional.

A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2027 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional, na cidade da Horta, na ilha do Faial.

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