Ventura promete cortar todos os subsídios às associações da igualdade de género

O presidente do CHEGA, André Ventura, prometeu hoje que, se chegar ao governo, cortará todos os subsídios das associações que promovam “ideologias de género e a igualdade de género”.

© Folha Nacional

 

No seu primeiro discurso na VI Convenção Nacional do CHEGA, que decorre até domingo em Viana do Castelo, Ventura voltou a radicalizar o discurso e a eleger como alvo as associações de promoção da igualdade de género, granjeando um apoio de uma plateia que o aplaudiu de pé.

“Eu garanto-vos uma coisa, aquele dinheiro todo que damos para as ideologias de género e para promover a igualdade de género […], vou pegar nesses milhões todos e vou dizer às associações: ‘esqueçam, não vão receber um tostão’”, declarou, admitindo que as suas afirmações podem ser consideradas polémicas.

O presidente do CHEGA alegou estar em causa cerca de 400 milhões de euros e prometeu usar esse valor, caso venha a ter responsabilidades governativas, na criação de “um fundo de apoio” às forças de segurança e aos ex-combatentes.

Depois de ao longo da história do partido ter criticado a imigração, a população cigana, a subsidiodependência, André Ventura juntou hoje ao seu discurso as questões da ideologia de género, que foi levada por alguns dirigentes à reunião de Viana do Castelo, quando abordaram a questão das casas de banho mistas.

O segundo dia de trabalhos da VI Convenção Nacional do CHEGA arrancou pelas 10:30, com a apresentação de algumas moções temáticas, a que se seguiu o discurso de André Ventura, que durou mais de 40 minutos, apesar de o programa prever 10 minutos.

Após a intervenção do líder os trabalhos foram suspensos para almoço, devendo retomar mais de duas horas depois, pelas 14:30.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA recebeu ‘luz verde’ para levar a plenário o seu requerimento para ser reapreciado o decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, diploma chumbado pelo Tribunal Constitucional.
O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.