Mais de metade dos vales cirurgia emitidos até final de agosto recusados pelos utentes

Nos primeiros oito meses do ano foram emitidos mais de 134.400 vales cirurgia, mais de metade dos quais (55,37%) acabaram recusados pelos doentes, segundo dados da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS).

© D.R.

 

Este ano, segundo a DE-SNS, os vales cirurgia estão a ser emitidos, pela primeira vez, quando se atinge 75% do Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG) e o hospital de origem não garante a realização ou o agendamento da cirurgia dentro deste tempo.

Até 31 de agosto, foram emitidos 134.418 vales cirurgia, 55,37% recusados pelos utentes, uma percentagem inferior ao total do ano passado (recusados 62,18% dos 181.805 emitidos).

Quando o utente recebe o vale, tem entre cinco a 15 dias úteis para enviar a justificação de recusa (a carta leva um envelope RSF) e, nos termos do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia), o doente pode recusar três vezes.

Questionada pela Lusa, a DE-SNS explicou que, no caso de recusa, “o utente regressa ao hospital de origem e mantém a sua posição na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC) do seu hospital”.

Quando esgotar o TMRG para o seu nível de prioridade, se ainda não tiver sido resolvida a situação, é emitido um outro vale cirurgia.

“Podem, no limite, ser emitidos dois vales cirurgia de forma automática. Contudo, poderá ser solicitado vale cirurgia adicional pelo utente ou pela instituição de origem (a pedido)”, acrescenta.

Os últimos dados divulgados pela DE-SNS em agosto indicavam que o SNS tinha realizado no primeiro semestre do ano mais de 466 mil cirurgias, revelando um “ligeiro aumento” nas listas de espera, apesar de comparativamente ao período homólogo se verificar um aumento do numero de cirurgias realizadas (mais cerca de 40 mil).

Os dados da DE-SNS indicam ainda que foram realizadas 20.666 cirurgias a doentes com cancro entre o início do OncoStop, entre maio e agosto, entre as quais a quase totalidade das 9.374 cirurgias que estavam na LIC oncológica a 30 de abril, data que marca o ponto de partida deste plano para regularizar a lista de espera para operações oncológicas.

As cirurgias que não foram feitas encontram-se agendadas, segundo a informação divulgada em agosto pela DE-SNS, que não indicava o numero de utentes na altura a aguardar cirurgia.

Na página do portal do SNS onde é possivel verificar a monitorização do Plano de Emergência e Transformação da Saúde, os dados consultados pela Lusa no inicio de agosto indicavam que a lista de espera para cirurgia oncológica tinha diminuido desde o início do plano, mas no final de julho ainda eram mais de 1.500 os doentes que aguardavam operação fora do tempo recomendado.

A Lusa tentou consultar o documento anexo do Eixo 1 do plano (Resposta a Tempo e Horas) que mostrava a evolução dos utentes em lista de espera, os que estavam fora do TMRG e os que tinham sido operados ou tinham a sua cirurgia agendada, mas já não está disponível.

Últimas do País

Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
O CHEGA vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as “falhas brutais” nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.
O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 55 anos, da autoria de 10 crimes de furto, nove deles qualificados, dano, introdução em lugar vedado e detenção de arma proibida, praticados em Évora, foi hoje anunciado.
Pais e mães de Vilar de Mouros, em Caminha, estão à procura de três crianças para matricular até 15 de julho e evitar o encerramento da escola que tem cantina e transporte escolar gratuito, revelaram hoje à Lusa.
A PSP deteve hoje um casal para cumprimento de uma pena de prisão efetiva pelo crime de tráfico de estupefacientes em Espinho, no distrito de Aveiro, informou aquela força policial.
Uma mulher, de 52 anos, foi detida e ficou em prisão preventiva por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos aos filhos, de 17 e 5 anos, em Évora, divulgou hoje o Ministério Público (MP).
O festival africano Afro Nation, que voltou a levar milhares de pessoas à Praia da Rocha, em Portimão, ficou também marcado por uma vaga de furtos de telemóveis denunciada por vários participantes nas redes sociais.
Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos últimos cinco dias, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05 de julho, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Mais de metade dos portugueses (51%) considera recorrer à inteligência artificial (IA) em vez de consultar um médico, abaixo da média de 58% registada nos 20 países analisados num estudo hoje divulgado.