PSI em alta com EDP Renováveis a liderar ganhos e a subir mais de 3%

A bolsa de Lisboa mantinha hoje a tendência da abertura e negociava em alta com as ações da EDP Renováveis a subirem 3,1% para 8,61 euros.

© D.R.

Cerca das 09h30 em Lisboa, o PSI avançava 0,35% para 6.761,36 pontos, com 11 ‘papéis’ a subir, três a descer e um a manter a cotação (Semapa em 15,20 euros).

Às ações da EDP Renováveis seguiam-se as da EDP, que se valorizavam 2,59% para 3,21 euros.

Com a mesma tendência, as ações da Sonae, Ibersol e Navigator subiam 0,97% para 1,04 euros, 0,92% para 8,74 euros e 0,62% para 3,23 euros.

As ações da Corticeira Amorim, NOS e Galp também avançavam, designadamente 0,49% para 8,25 euros, 0,34% para 4,45 euros e 0,31% para 14,57 euros.

As outras três ações que subiam de cotação eram as da Altri, REN e Mota-Engil, que se valorizavam 0,25% para 6,07 euros, 0,19% para 2,65 euros e 0,01% para 3,12 euros.

Em sentido contrário, as ações da Jerónimo Martins, CTT e BCP desciam 0,39% para 20,28 euros, 0,29% para 6,80 euros e 0,26% para 0,53 euros.

As principais bolsas europeias negociavam hoje com tendências diversas, depois das fortes quedas da bolsa em Wall Street na segunda-feira devido aos receios de que a economia norte-americana entre em recessão.

Hoje, a UE vai continuar a considerar formas de financiar o plano de rearmamento da Europa.

Na agenda de hoje também será de salientar uma nova reunião entre os Estados Unidos e a Ucrânia na Arábia Saudita para continuar as conversações de paz.

Trump espera que haja progressos e que a Ucrânia assine o acordo sobre os minerais raros, enquanto a Ucrânia pode propor um cessar-fogo parcial que permita aos Estados Unidos retomar o fornecimento de equipamento militar.

O índice de otimismo das pequenas empresas norte-americanas, que disparou após as eleições presidenciais nos EUA e caiu acentuadamente em janeiro, será divulgado hoje, com as empresas preocupadas com o impacto das novas tarifas que o Presidente Trump pretende impor.

Do outro lado do Atlântico, a bolsa em Wall Street terminou em terreno negativo, a reagir às declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, questionado sobre a sua opinião relativamente a alguns dados que apontavam para uma recessão, disse não querer fazer previsões, mas antecipou um “período de transição económica” devido às tarifas aduaneiras que poderiam levar a uma recessão.

No mercado das matérias-primas, o preço do petróleo Brent para entrega em maio, a referência na Europa, subia, mas para 69,53 dólares, contra 69,28 dólares na segunda-feira.

O euro estava a subir, a cotar-se a 1,0903 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,0830 dólares na segunda-feira e 1,0218 dólares em 13 de janeiro, um mínimo desde 10 de novembro de 2022.

Últimas de Economia

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.
A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.
As exportações de bens recuaram 14,9% em fevereiro, enquanto as importações caíram 6,3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.
Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.