Novos farmacêuticos vão poder manter-se no SNS por um período de 18 meses

Os farmacêuticos que terminarem a sua especialização no SNS vão poder continuar a trabalhar nas unidades de saúde por 18 meses, um período que a ordem considerou hoje representar o "conforto necessário" para se candidatarem aos concursos.

© D.R.

“Este período de 18 meses representa o conforto necessário para que os residentes se candidatem aos concursos que venham a ser abertos”, salientou o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), na sequência da publicação em Diário da República das alterações ao regime da carreira.

Esta medida abrange os farmacêuticos que concluam o programa de residência farmacêutica, que consiste numa especialização com a duração de quatro anos nas áreas das análises clínicas, farmácia hospitalar e genética humana em unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos serviços regionais de saúde (SRS) dos Açores e da Madeira.

De acordo com os dados da ordem, atualmente existem mais de 300 farmacêuticos residentes distribuídos por todo o país e pelas três áreas de formação especializada.

“O país e o SNS, em particular, não podem investir na formação de especialistas e depois não rentabilizar esse investimento. É lógico que os especialistas formados devem colmatar a crónica falta de farmacêuticos no SNS”, salientou o bastonário Helder Mota Filipe.

Citado em comunicado, o bastonário considerou ainda que “fica assim resolvido um problema identificado” pela ordem e pelos farmacêuticos residentes desde o início da residência farmacêutica e que permite também às unidades de saúde do SNS planear e distribuir recursos humanos de forma mais eficiente.

Esta é uma das medidas que consta do decreto-lei recentemente promulgado pelo Presidente da República e que alterou o regime da carreira farmacêutica integrada no SNS, incluindo a revisão das tabelas remuneratórias, que não eram valorizadas desde 1999.

Reconhecendo que os farmacêuticos recém-especialistas têm de se candidatar a um concurso para poderem ser recrutados, o diploma prevê que o contrato celebrado no âmbito da frequência da residência farmacêutica se mantenha pelo período máximo de 18 meses, com o residente farmacêutico a ter direito a ser pago como assistente desde a data da homologação da lista de classificação final.

Este decreto-lei surge na sequência de um acordo alcançado em janeiro entre o Ministério da Saúde e o Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, depois de meses de negociações entre as duas partes.

Últimas do País

Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.
A GNR deteve um homem de 22 anos na Maia por suspeita de tráfico de droga e ameaças com arma de fogo, numa investigação que envolveu os concelhos de Gondomar e Porto. Além do suspeito, dois homens e uma mulher foram constituídos arguidos.
Uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal esta sexta-feira e sábado, trazendo poeiras em suspensão que podem ter efeitos sobre a saúde, sobretudo da população mais sensível, alertou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Adolescente foi atingido durante uma rixa entre jovens, na Abrunheira. Vítima sofreu uma perfuração pulmonar e foi transportada para o Hospital Amadora-Sintra, onde poderá ser operada.
Um homem condenado anteriormente por incêndio florestal foi detido novamente em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, por suspeita de atear fogo em setembro, segundo a Polícia Judiciária.
O número de mortes em Portugal diminuiu 1,1% nos primeiros nove meses do ano, comparativamente ao mesmo período de 2025, mas os óbitos de crianças com menos de um ano aumentaram 7,7%, revelam hoje dados do INE.
A iniciativa do CHEGA recebe luz verde parlamentar e pretende garantir a cobrança efetiva dos cuidados de saúde prestados a cidadãos estrangeiros não residentes ou em situação irregular, evitando encargos por recuperar no SNS.
O CHEGA conseguiu fazer aprovar, na Assembleia da República, um projeto de resolução que recomenda ao Governo o reforço da segurança e da proteção das mulheres e de outros utilizadores vulneráveis nos transportes públicos. A iniciativa pretende combater o assédio sexual, a violência, a intimidação e a criminalidade que afetam diariamente milhares de portugueses, particularmente mulheres, menores de idade, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada.
Um homem de 33 anos foi detido no Funchal, Madeira, por tráfico de droga e ficou em prisão preventiva, indicou a PSP, que apreendeu dois quilos de haxixe no decurso da operação.
Três homens e uma mulher foram detidos na Operação Corrupio. A Polícia Judiciária apreendeu várias drogas, milhares de euros em dinheiro, viaturas de alta gama e material alegadamente utilizado em burlas informáticas.