CHEGA vai propor ao Parlamento reforma da Justiça no início de setembro

O CHEGA vai propor uma reforma da Justiça no início de setembro, alegando a necessidade de garantir a eficácia do sistema judicial e a sua independência do poder político, anunciou o presidente do partido.

© Folha Nacional

“O CHEGA vai propor no início de setembro que sejam dados no parlamento os primeiros passos para uma reforma da Justiça que envolva menos recursos que atrapalhem o país e que seja uma Justiça mais rápida e penas mais pesada para quem comete crimes graves”, afirmou André Ventura.

Falando antes de se reunir com Conselho Superior da Magistratura, no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, o líder do segundo partido mais representado no parlamento, com 60 deputados, afirmou que, logo que retome a atividade parlamentar, pedirá para se discutir a matéria.

“Terá de ser articulada com o Governo para haver uma maioria parlamentar nesse sentido e que permita, entre outras coisas, (…) diminuir a morosidade na Justiça, a garantia da independência da Justiça face ao poder político, a garantia da renovação do próprio poder judicial, que está com uma média de idade também bastante elevada e, talvez o mais importante, a eficácia do sistema judicial”, realçou.

Ventura referiu que uma reforma da Justiça “vai permitir que muitos dos problemas” que Portugal enfrenta sejam resolvidos, como o “problema específico dos incêndios”.

“Nós precisamos de uma Justiça mais rápida, mais célebre, mas precisamos também que seja mais eficaz, e que seja capaz de conter fenómenos como este que estamos a viver dos incêndios em Portugal”, sublinhou.

O líder do CHEGA reiterou ainda que o Governo tinha demonstrado “mais afinidade” com as posições do seu partido, em matéria de nacionalidade e imigração, do que com as do PS.

“Nós, na lei da nacionalidade, queremos expulsar quem comete crimes graves em Portugal. Que perca a nacionalidade, quem a adquiriu e cometa atos de terrorismo, de violação, crimes graves contra o património. O PS não quer isso”, observou.

Para Ventura, o Governo “tem de tomar uma posição”: se esta disponível a fazer a “reforma que o país eleitoral validou no dia 18 [maio], com uma maioria clara entre o CHEGA e o PSD” ou se, “quando chega o momento, volta para os braços do PS”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.