Incêndios provocaram Um milhão de euros de prejuízos na floresta de Sátão

Os incêndios que atingiram o concelho de Sátão, no distrito de Viseu, provocaram prejuízos de um milhão de euros na floresta e uma área ardida de 2.600 hectares, disse hoje o presidente da Câmara.

PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

“Arderam 2.600 hectares. Do que ardeu, desde pinheiros, eucaliptos, toda a mancha florestal, é difícil de contabilizar prejuízos, mas posso dizer que deve ser de cerca de um milhão de euros. Foi o nosso grande prejuízo, não só financeiro, mas ambiental”, realçou Alexandre Vaz.

O autarca disse que “ardeu praticamente todo o perímetro florestal de São Matias, que está entregue à junta de freguesia e ao ICNF” (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), e ainda “mais área dos privados, principalmente pinheiros e eucaliptos”.

O presidente da Câmara de Sátão, no distrito de Viseu, falava à agência Lusa a propósito do incêndio que teve origem no seu concelho, em Vila Boa, freguesia de Ferreira de Aves, no dia 13 de agosto.

Este incêndio uniu-se no dia 15 a um outro que tinha iniciado no dia 09 em Trancoso, distrito da Guarda, afetando um total de 11 municípios dos dois distritos. Entrou em resolução pelas 22:00 do dia 17 de agosto.

Dos restantes prejuízos provocados pelo incêndio, Alexandre Vaz contabilizou “cerca de meio milhão de euros, principalmente em culturas agrícolas, e há uma situação, até agora a única, de um senhor que teve danos em materiais e equipamentos que tinha guardados ligados à construção civil, que é o seu negócio”.

Do património municipal, “há a registar 120 mil euros, mais ou menos, de prejuízo, principalmente em sinalética, condutas de águas, pinturas de vias”.

No concelho de Sátão, “houve também três casas de segunda habitação que sofreram danos”. Segundo disse, “duas não tinham grandes condições de habitabilidade e nessas foi, essencialmente, o telhado que ardeu”.

“Uma terceira era habitada, é de pessoas que vivem em Viseu e que recuperaram aqui a casa e essa teve alguns danos, para além do telhado”, contou o autarca.

Alexandre Vaz adiantou que, “em princípio, o poder central não apoia segundas habitações” e, por isso, disse que reuniu com os proprietários para “lhes dizer que se a administração central não ajudar, terão apoio da Câmara”.

“Vamos retirar um pouco do nosso orçamento para apoiar, não na totalidade, mas numa parte, nomeadamente o telhado, para incentivar os proprietários a recuperarem as habitações”, disse.

Outra das ajudas que a autarquia vai dar é “no desconto da fatura da água, que se compreende, mas também vai apoiar na aquisição da lenha que ardeu e para isso também não há apoio do poder central”.

“Os invernos são muito frios e ardeu alguma lenha que as pessoas já tinham armazenada e bem arrumadinha, e nós vamos comparticipar nessa lenha”, assumiu Alexandre Vaz.

Últimas do País

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.
Os aeroportos nacionais movimentaram 14,497 milhões de passageiros no primeiro trimestre, uma subida de homóloga de 3,9%, impulsionada pelos máximos mensais históricos atingidos nos primeiros três meses do ano, anunciou hoje o INE.
A Polícia Judiciária está a realizar hoje novas buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A conclusão resulta de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisou os ganhos económicos associados ao prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Três meses após restrições à venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos em Lisboa, os moradores consideram a medida “tímida” e querem proibir o consumo na rua, enquanto os comerciantes mantêm reservas à responsabilidade que lhes é imputada.