Ventura considera o mais provável defrontar Gouveia e Melo na 2.ª volta

O líder do CHEGA, e candidato às próximas eleições presidenciais, considerou hoje que o mais provável será disputar a segunda volta com Henrique Gouveia e Melo, e defendeu que isso demonstraria o cansaço dos portugueses com o sistema político.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas durante uma ação da pré-campanha para as eleições autárquicas, em Ansião, distrito de Leiria, André Ventura considerou que uma segunda volta entre si e Gouveia e Melo seria “a mais provável de todas de acontecer”.

“Dada a dimensão política do CHEGA e eu como candidato do CHEGA, e aquilo que se criou em redor do almirante Gouveia e Melo, e da candidatura do almirante Gouveia e Melo”, justificou.

A dois dias do arranque oficial da campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro, o líder do CHEGA considerou que se isso se vier a verificar, “é sinal de que as pessoas cansaram mesmo deste sistema político”.

“E é sinal que cansaram mesmo do sistema partidário, porque significa que, pela primeira vez em 51 anos, nem PS nem PSD vão à segunda volta das eleições presidenciais. E acho que isso era um sinal positivo para o sistema”, defendeu.

Ainda assim, André Ventura afirmou também que “há dois candidatos que representam áreas políticas que são fortes” e que não devem ser desconsiderados nem menosprezados, nomeadamente o antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes e o antigo secretário-geral do PS António José Seguro.

“Se o meu adversário for António José Seguro ou Marque Mendes, também não será mau, porque as pessoas poderão ver, talvez pela primeira vez na história, uma verdadeira luta entre a representação do sistema e a representação do antissistema. E acho que isso era positivo para o país”, sustentou.

Questionado se, dada a proximidade das duas eleições, a campanha para das presidenciais poderá entrar na campanha das autárquicas, o líder do CHEGA considerou que vai depender da comunicação social e da realidade do dia a dia, mas espera que tal não aconteça.

Últimas de Política Nacional

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.