Natal cancelado em escolas para não ofender islâmicos

Um globo, lápis, uma ardósia e nada mais. Foi este o ‘cenário natalício’ apresentado por uma escola de Pinhal Novo, após decidir eliminar todos os símbolos da época das fotografias escolares. A decisão caiu mal entre os pais, que acusam o agrupamento de impor uma medida que “ninguém pediu nem compreende”.

© Folha Nacional

O Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, decidiu eliminar por completo todos os elementos natalícios das fotografias escolares. A medida, apresentada como um gesto de “igualdade” entre alunos que celebram e que não celebram o Natal, caiu como uma bomba entre pais que se sentiram surpreendidos, desrespeitados e, sobretudo, culturalmente apagados.

“Isto é o apagamento cultural em versão escolar”, começa por salientar André Ventura, presidente do CHEGA. Para o líder da oposição, este acontecimento é o princípio da extinção da “própria identidade portuguesa.”

“A escola pública não pode ser laboratório de experiências ideológicas. O que aconteceu em Pinhal Novo é apenas o sintoma de uma agenda que tenta, subtilmente, reescrever quem somos”, reforça.

A direção assegura que a decisão pretendeu “não discriminar” ninguém, mas para muitos encarregados de educação o efeito foi precisamente o contrário: ao tentar incluir todos, a escola acabou por excluir a tradição da maioria. Uma mãe descreve com desilusão o momento em que recebeu a fotografia: “No ano em que mais esperávamos aquele registo especial de Natal, recebemos uma foto neutra, completamente descaracterizada.” Fala num “excesso de zelo” que, longe de promover inclusão, “destrói aquilo que faz parte da nossa identidade coletiva”.

O cenário escolhido — um globo, lápis, uma ardósia e nada mais — foi encarado como um pano de fundo desprovido de magia, de contexto e de cultura. Muitos pais não pouparam críticas, classificando-o como “pobre”, “descontextualizado” e “apático”, sentindo que o registo anual da infância perdeu o seu encanto habitual. A indignação cresceu quando perceberam que não houve qualquer consulta prévia; a decisão foi simplesmente imposta. “Foi imposto, ponto final”, acusa um pai, descrevendo a medida como uma “unilateralidade autoritária” que em nada reflete a vontade da comunidade escolar.
“O CHEGA não aceita esta tendência para transformar as nossas tradições em algo ofensivo. O Natal não fere ninguém. Cancelar o Natal é que fere a cultura do nosso país”, enaltece o presidente do segundo maior partido.
“Isto não é inclusão; isto é rendição cultural”, arremata.

Apesar de a direção ter disponibilizado a devolução das fotografias e o reembolso aos pais insatisfeitos, o gesto foi considerado insuficiente. “Não é uma questão de dinheiro. É o registo da infância que ficou comprometido”, lamenta outro encarregado de educação.

O CHEGA tem denunciado o que considera ser uma “guerra ideológica” contra tradições culturais portuguesas e classificou o episódio como “mais um ataque à nossa cultura e à nossa identidade”, alertando que “primeiro retiram símbolos religiosos, depois retiram o Natal.” Para o partido liderado por André Ventura, trata-se de um “apagão cultural” promovido por direções escolares que “confundem inclusão com destruição de tradições”, e lembra que este caso não é isolado: há escolas que proibiram canções de Natal para “não ferir sensibilidades religiosas”; jardins de infância que removeram presépios e os substituíram por figuras neutras; autarquias que eliminaram símbolos natalícios de atividades escolares; e polémicas em Lisboa e no Porto sobre a retirada de cruzes e referências cristãs de cartazes festivos.

Ventura sublinha ainda que “o Natal não é apenas religião, é cultura, história, memória, e essa não pode ser apagada em nome de uma neutralidade inventada que não serve ninguém”.

Cada vez mais pais exigem que decisões que afetam tradições escolares sejam discutidas e comunicadas com transparência, defendendo que a preservação cultural da comunidade não pode ser sacrificada por um conceito de “neutralidade” que, afirmam, não representa a realidade da maioria. A expetativa é clara: no próximo ano, querem ver recuperado o espírito natalício que sempre marcou as fotografias escolares, e que, para muitos, nunca deveria ter sido apagado.

“Única diversidade que a Esquerda não tolera é a portuguesa”

Para o líder do CHEGA, estes episódios não são meras coincidências nem excessos isolados de direções escolares demasiado zelosas, mas representam o sinal claro de um padrão cada vez mais visível: “Quando ouvimos relatos de presépios retirados, músicas de Natal proibidas e símbolos cristãos apagados, percebemos que já não se trata de casos pontuais. É uma estratégia de uniformização cultural alimentada por setores radicais da educação.”

Ao Folha Nacional, Ventura declarou que o partido tem sido inundado de queixas, vindas de norte a sul do país, nos últimos dias:
“A verdade é que há escolas onde tudo é permitido, exceto Portugal”, afirma o presidente do CHEGA, sublinhando a incoerência da esquerda e da extrema-esquerda que “fala muito de diversidade, mas a única diversidade que não tolera é a portuguesa.”
O presidente do CHEGA acusa ainda que as direções escolares de avançarem para medidas que, segundo o líder da oposição, representam “um risco sério para a preservação da identidade nacional”. O CHEGA anunciou que irá chamar o ministro da Educação ao Parlamento para explicar cancelamento do Natal nas escolas.

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