Congresso/ANMP: Resolução do XXVII Congresso aprovada por esmagadora maioria

A Resolução do XXVII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), na qual figuram medidas prioritárias como a nova Lei das Finanças Locais e o fortalecimento da autonomia local, foi hoje aprovada por esmagadora maioria.

© ESTELA SILVA/LUSA

O documento foi aprovado esta tarde, na reta final do XXVII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que juntou durante o fim de semana centenas de autarcas em Viana do Castelo.

Na resolução, os municípios reivindicam medidas prioritárias para o mandato 2025-2029, nomeadamente que o Governo desenvolva urgentemente os procedimentos aptos à aprovação de uma nova Lei das Finanças Locais, para que a mesma possa ter já efeitos no Orçamento do Estado para 2027.

“Entre outros aspetos, que conduza à convergência com os níveis médios de partilha de recursos da Zona Euro, propicie a correção das assimetrias territoriais e garanta a estabilidade, transparência e simplificação do financiamento local”, acrescenta.

A resolução afirma que a descentralização administrativa é um pilar essencial da reforma do Estado e um instrumento fundamental para a transformação social e económica do país, reforçando a coesão territorial.

“Destaca a evolução no processo de transferência de competências após a celebração dos acordos entre a ANMP e o Governo nas áreas da educação, saúde e ação social, com a resolução de importantes questões previamente identificadas, considerando, no entanto, que o Governo deve propiciar o seu acompanhamento efetivo com a revitalização da Comissão de Acompanhamento, corrigir o que precisa de correção e concretizar as matérias ainda em falta”, indica.

Os municípios consideram que é urgente salvaguardar aspetos importantes que não foram contemplados nos avisos para financiamento do Programa Escolas, permitindo a inclusão das escolas de prioridade 3 e das escolas posteriormente aditadas, designadamente aquelas cuja execução foi decorrendo, acautelando-se ainda a atribuição de financiamento de forma contínua.

É reiterada a proposta, no âmbito da tutela administrativa, de criação de uma entidade inspetiva exclusivamente dedicada às autarquias locais; e preconiza a revisão do Estatuto dos Eleitos Locais, adequando as condições do exercício do mandato dos eleitos locais às exigências dos tempos atuais.

“Entende como essencial uma reflexão sobre o modelo de organização, a gestão e a valorização das carreiras da Administração Local, uma vez que a rigidez de apenas três carreiras gerais conjugada com todas as limitações ao nível da avaliação do desempenho e na evolução na carreira vêm prejudicando não só a atração, como também a retenção de talento na Administração Pública”, aponta.

A resolução aprovada defende a efetiva participação dos municípios no desenho, governação e gestão dos fundos comunitários, garantindo-se a resposta às prioridades de cada território de uma forma que se pretende mais célere e desburocratizada.

Reivindica que o Governo repense a aplicação da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), contenha e modere o seu valor, que é “verdadeiramente incomportável”, e que o Fundo Ambiental proceda à devolução direta da totalidade da TGR paga pelos municípios.

Considera inaceitável a demora no lançamento dos procedimentos concursais para a atribuição das concessões de eletricidade em baixa tensão, reclamando do Governo a criação das condições necessárias para o efeito.

“Sustenta a indispensabilidade de ser dada uma resposta cabal e definitiva ao grave problema do acesso à habitação, com a revisitação dos programas habitacionais existentes e de outros instrumentos de execução de políticas públicas nesta área, acomodando, também, um modelo de financiamento municipal para a habitação”, refere.

A criação das regiões administrativas também foi vista como essencial para o aprofundamento da descentralização administrativa, sendo instrumento fundamental para a promoção da coesão nacional e desenvolvimento integrado dos territórios.

Últimas do País

Tinha 23 anos, encontrava-se em situação irregular em Portugal e já tinha sido notificado para abandonar voluntariamente o país. O cidadão estrangeiro foi localizado em Lisboa durante uma operação da Polícia Judiciária e constituído arguido por fortes suspeitas de burla informática e nas comunicações e de branqueamento.
A GNR dá início esta sexta-feira à operação Escola Segura 2026/2027 e vai assinalar o regresso às aulas com um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4.400 estabelecimentos.
As escolas começam esta sexta-feira a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos smartphones até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.
Nove concelhos dos distritos de Santarém, Portalegre e Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Estava condenado a quatro anos de prisão na Bélgica e era procurado pelas autoridades daquele país. Um homem de 56 anos foi localizado e detido pela Polícia Judiciária, esta quinta-feira, na zona de Loures, por factos relacionados com um crime de branqueamento.
A GNR apreendeu uma pistola, uma caçadeira, três carabinas de ar comprimido, uma catana, um punhal, um bastão e mais de 800 munições e cartuchos. O suspeito foi detido e presente ao Tribunal Judicial de Santarém.
Três homens, com idades entre 24 e 31 anos, foram detidos pela PSP por furto no interior de uma residência em Lagos, distrito de Faro, tendo dois deles sido intercetados após perseguição pelo lesado, foi hoje anunciado.
A Linha Nacional de Prevenção do Suicídio recebeu cerca de 25.600 chamadas no primeiro ano de atividade, das quais quase 700 correspondiam a situações de risco iminente de suicídio, avançou hoje à Lusa o coordenador clínico do serviço.
Carlos Mendonça, antigo presidente da Câmara Municipal do Nordeste eleito pelo PS, foi condenado a 10 anos de prisão e a 300 dias de multa. O tribunal deu como provados crimes de peculato, falsificação de documento e abuso de poder num processo relacionado com a utilização de dinheiros públicos.
O ex-presidente do Colégio de Competência em Emergência Médica Vítor Almeida alertou hoje que mais de 22 mil ocorrências de nível P1, situações associadas a risco de vida iminente, continuam sem socorro adequado.