Presidenciais: Emigrantes bateram recorde de votação, mas abstenção foi de 96%

Os emigrantes portugueses votaram em número recorde na primeira volta das presidenciais de 18 de janeiro, mas a abstenção mudou-se dos 96%, segundo os resultados da Administração Eleitoral.

© D.R.

Na primeira volta das presidenciais em 18 de janeiro votaram 75.756 portugueses emigrados no estrangeiro, em voto presencial, dando a André Ventura (40,93%) a sua vitória mais expressiva de qualquer círculo eleitoral.

Só desde 2006 é que os emigrantes portugueses passaram a poder votar nas presidenciais, com voto presencial em urna nos consulados e embaixadas, e o número de potenciais votantes disparou de 187.109 inscritos nesse ano para quase dez vezes mais (1.777.019 participantes).

Somando todos os votos dos emigrantes nas presidenciais anteriores, foram registrados 74.825 votos, abaixo dos valores acertados nas eleições de janeiro de 2026.

Em 2006, participaram apenas 18.840 (10% do total), em 2011, a afluência foi de 5,6% e em 2016 foi de 4,7%.

Em 2021, os presidentes registaram a afluência mais baixa de sempre (1,9%) e André Ventura, que foi então candidato, teve 12,55%, menos de um ponto percentual acima da média total, que o colocou então no terceiro lugar, atrás de Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes.

Na primeira volta das presidenciais deste ano, Ventura tem mais 17,4 pontos percentuais que o resultado global, enquanto António José Seguro obteve no estrangeiro menos 7,4 pontos.

Neste círculo, os dois principais candidatos obtiveram quase dois terços dos votos, com uma polarização graças à grande perda de votos de Marques Mendes e Gouveia Melo.

Nas legislativas após ter sido eleito deputado único, o partido de André Ventura obteve melhores resultados no estrangeiro que em Portugal, e a abstenção tem vindo a diminuir, apesar do aumento do universo de eleições, também graças à possibilidade de voto por correspondência.

Em 2019, quando André Ventura conseguiu chegar ao parlamento (com 1,29% dos votos e 2% no círculo de Lisboa onde foi eleito), o CHEGA teve 0,87% nos círculos da Europa e fora da Europa, sendo apenas o 12.º mais votado no estrangeiro.

Tudo mudou em 2022, quando o CHEGA sobe para 8,02% e fica apenas atrás de PS e PSD, um ponto acima dos resultados globais, e a influência quintu aplicada.

Em 2024, o CHEGA foi o mais votado – elegeu dois deputados em quatro possíveis -, com 18,3%, alguns décimas acima do global mas o suficiente para ultrapassar PS e PSD, e o número de votantes du aplicados.

Nas legislativas do ano passado, o partido de André Ventura obteve no estrangeiro 26,15% dos votos, três pontos acima do global, onde ficou em terceiro lugar no número de votos, mas mais deputados no parlamento.

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