Risco de inundações aumenta em vários concelhos da região Oeste

A chuva persistente das últimas horas está a aumentar o caudal dos rios na região Oeste, levanto a Proteção Civil a apelar à população para se afastar de zonas ribeirinhas devido ao elevado risco de cheias.

© Paulo Novais/Lusa

“É preciso que as pessoas se afastem do rio, porque o rio subiu muito em Dois Portos e Runa e leva grande velocidade. Nunca esteve tão alto e há risco de transbordo” ao longo do seu curso, incluindo a cidade de Torres Vedras, alertou o vice-presidente da câmara, Diogo Guia.

Depois de já terem “retirado pessoas de casa hoje na Ponte do Rol”, onde o rio tem provocado inundações, o autarca adiantou que há várias ruas da cidade a começar a encher-se de água, assim como em A-dos-Cunhados.

Em Alenquer, “o rio subiu muito durante a noite e está a rebentar na vila, depois de já ter galgado as margens em Ribafria, Espiçandeira e Atouguia”, afirmou o presidente da câmara, João Nicolau, que reforçou o alerta.

Sem avançar números, o autarca acrescentou que o número de desalojados e deslocados também subiu no concelho, depois de, em Bogarréus, “uma casa ter ruído” e os moradores, que já tinham saído de casa por precaução, ficarem agora desalojados.

Na Lourinhã, o centro da vila encontra-se também com várias ruas cortadas devido às inundações do rio, sem, contudo, terem entrado em habitações ou estabelecimentos comerciais, afirmou o vice-presidente da câmara, António Gomes.

Este concelho contabiliza sete desalojados e cinco deslocados, depois de mais um caso surgido na terça-feira na freguesia de Miragaia e Marteleira, onde “desabou a parede de uma casa” e os habitantes foram retirados.

Em Arruda dos Vinhos, o número de desalojados subiu para 51 e o de deslocados para 10, depois de deslizamentos de terras nas localidades da Mata e Casais da Granja terem provocado “danos estruturais em habitações e estarem em risco de ruir, motivo pelo qual as pessoas tiveram de sair” para casas municipais ou de familiares, disse fonte oficial autárquica.

Há também risco de cheias no Bombarral e Arruda dos Vinhos.

Cinco estradas nacionais estão cortadas em vários concelhos da região do Oeste, devido a inundações registadas na última noite, informou o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

“Registaram-se esta noite algumas inundações de estradas nacionais, que estão cortadas em vários pontos”, disse hoje à agência Lusa fonte do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

No distrito de Leiria, as inundações provocaram o corte da Estrada Nacional (EN) 8, no concelho de Alcobaça, entre as localidades de Valbom e Mendalvo e, no concelho do Bombarral, na localidade de Paúl.

Nos concelhos do distrito de Lisboa, na área do sub-comando, estão hoje cortadas a EN 115, no Cadaval e a EN 9, em Merceana, no concelho de Alenquer e, no concelho de Torres Vedras, entre a sede do concelho e a freguesia de Ponte do Rol.

Ainda neste concelho, a Câmara de Torres Vedras informou estar também fechada a EN 248, que liga a Sobral de Monte Agraço.

De acordo com a Câmara da Lourinhã, no distrito de Lisboa, neste concelho registam-se também cortes na EN 361 entre Lourinhã e Miragaia e na EN 361-1 e entre Miragaia e Ribeira de Palhais.

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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