Abastecimento de água reposto na Régua após derrocada afetar depósito

O abastecimento de água está restabelecido em zonas de Godim e Régua, depois de um deslizamento de terras ter afetado um reservatário e ter levado à retirada de oito moradores de quatro casas, disseram hoje fontes oficiais.

© D.R.

O deslizamento de terras ocorreu pelas 16h30 de quarta-feira e atingiu a cobertura do reservatório de Sergude, na Freguesia de Godim, que acabou por ruir.

“De imediato o que nos preocupou foi salvaguardar as pessoas e tirá-las de dentro de casa”, disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros do Peso da Régua, Rui Lopes, que especificou que foram retirados, por precaução, oito moradores de quatro casas.

Durante o dia, explicou, serão avaliadas as condições de segurança, nomeadamente da encosta que ruiu, e ainda meteorológicas, prevendo-se que possam regressar ainda hoje às suas casas.

Vítor Carvalho, diretor do departamento de Obras Públicas da Câmara da Régua, disse que aparentemente as paredes de betão do reservatório não foram afetadas, mas salientou que a palavra de ordem foi prevenir, pelo que de imediato se começou a retirar a água que estava dentro da estrutura, designadamente 1.200 metros cúbicos.

“É muita coisa, por isso é que tivemos a iniciativa de tirar as pessoas, porque um colapso desta dimensão poderia provocar danos muito graves”, referiu.

Vitor Carvalho explicou que, em consequência deste deslizamento de terras, foi cortado o abastecimento de água feito a partir do depósito de Sergude, na freguesia de Godim e parte da cidade da Régua, porque entrou terra para o reservatório e para as condutas.

O responsável explicou que foram necessárias algumas horas para desimpedir a conduta e se proceder a uma ligação alternativa para o fornecimento de água.

Entretanto, a empresa Águas do Norte disse hoje que o reservatório de Sergude, em Godim, está “fora de serviço devido a uma derrocada” e explicou que foi efetuada uma ligação alternativa, mas já existente, para permitir o abastecimento de água a Godim, a partir do reservatório do Peso da Régua (das pedreiras).

Referiu ainda que, em conjunto com a empresa Águas do Interior Norte (AdIN), procedeu ao restabelecimento do abastecimento público tendo a situação sido normalizada pela 01h00.

Já hoje o município informou que a AdIN procedeu à interrupção do abastecimento de água na freguesia Loureiro, na zona de Travassos, uma situação que se deve a derrocadas que estão a afetar a conduta de água.

Disse ainda que “já se encontram equipas no local, com o objetivo de minimizar os constrangimentos causados à população, sendo o abastecimento reposto com a maior brevidade possível”.

Desde 02 de fevereiro que o posto de coordenação municipal contabiliza cerca de 200 ocorrências neste concelho do distrito de Vila Real relacionadas com o mau tempo, principalmente a chuva intensa.

“Estamos quase no término de uma e já temos logo outra”, referiu o comandante Rui Lopes, que explicou que a centralização de informação no posto de coordenação facilita a distribuição dos meios pelo terreno.

Com o caudal do rio Douro em leito de cheia, mas estabilizado, a maior parte das ocorrências está relacionada com derrocadas que têm cortado ou condicionado estradas, e quedas de muro e taludes, que também têm arrastado vinhas.

“Não temos mãos a medir”, salientou Vítor Carvalho.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Últimas do País

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.
Os aeroportos nacionais movimentaram 14,497 milhões de passageiros no primeiro trimestre, uma subida de homóloga de 3,9%, impulsionada pelos máximos mensais históricos atingidos nos primeiros três meses do ano, anunciou hoje o INE.
A Polícia Judiciária está a realizar hoje novas buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A conclusão resulta de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisou os ganhos económicos associados ao prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Três meses após restrições à venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos em Lisboa, os moradores consideram a medida “tímida” e querem proibir o consumo na rua, enquanto os comerciantes mantêm reservas à responsabilidade que lhes é imputada.