Mau tempo: Alentejo com 75,8 milhões de prejuízos já declarados na agricultura

Os agricultores do Alentejo declararam 75,8 milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo, desde 29 de janeiro e até hoje, revelou à agência Lusa fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional (CCDR).

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Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da CCDR do Alentejo responsável pela pasta da Agricultura, Roberto Grilo, indicou que, “até ao momento, foram declarados pelos agricultores 75,8 milhões de euros de prejuízos devido ao mau tempo”.

“Deram entrada nos serviços 499 submissões de declarações de prejuízos”, especificou, realçando que a maior parte destas declarações dizem respeito a agricultores dos concelhos de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja.

De acordo com Roberto Grilo, estes foram os dois concelhos onde as consequências do mau tempo tiveram “o maior impacto” no território alentejano, no que respeita ao setor agrícola.

“Em Odemira, são prejuízos ligados a estufas, em explorações agrícolas de pequenos frutos e de produção de hortícolas e fruticultura”, disse.

Já em Alcácer do Sal, precisou, “os danos estão sobretudo ligados a infraestruturas de rega e em lavras, ou seja, em canteiros de arroz”.

“E em Alcácer do Sal ainda há uma vasta zona alagada, de campos de arroz”, pelo que a CCDR do Alentejo admite que “ainda poderão surgir mais agricultores a declarar prejuízos, tanto nesta, como noutras zonas” da região, frisou.

Além destes dois municípios, Roberto Grilo indicou que, entre as 499 declarações já submetidas à CCDR, “há danos variados e espalhados por diversos concelhos alentejanos”.

Também hoje, o vice-presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) com a pasta da Agricultura, José Bernardo Nunes, disse à Lusa que os agricultores desta região já declararam 107,9 milhões de euros de prejuízos no setor, devido ao mau tempo.

No total, segundo a mesma fonte, foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrícola produtivo, no montante global de 107,9 milhões de euros, pendentes de análise.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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