Municípios associados na Lipor produziram mais lixo em 2025 do que em 2024

A produção de lixo nas oito cidades do Grande Porto associadas na Lipor aumentou 1,2% em 2025 face ao ano anterior, anunciou hoje aquela associação intermunicipal em comunicado, com mais de 367 mil toneladas encaminhadas para valorização energética.

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“O modelo integrado da Lipor permitiu encaminhar 367.460 toneladas para valorização energética, assegurando a produção de 163.985 MWh (megawatts por hora) de energia elétrica para a rede nacional”, pode ler-se na nota hoje enviada às redações.

Do lixo que a Lipor – Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto recebeu, 16.742 toneladas foram depositadas em aterro.

No último ano, destaca, recebeu 71.084 toneladas de papel, plástico, metal e vidro para reciclagem multimaterial, um aumento de 2,3% relativamente a 2024.

A capitação total por habitante do ano 2025 cifrou-se, então, nos 122,5 quilos, “refletindo o desempenho do sistema na recolha de recicláveis”.

Em comunicado, a associação intermunicipal dá conta desta entrada de mais de 71 mil toneladas provenientes “da recolha seletiva porta-a-porta e de proximidade com acesso condicionado”, mas também ecopontos e ecocentros nos oito municípios que a compõem – Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo.

O papel e cartão, com aumento de 3,4% para 26.115 toneladas, e as embalagens, com crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior, para 18.222 toneladas, lideraram o crescimento nas unidades de triagem.

Em sentido inverso, nos biorresíduos foram recolhidas 55.160 toneladas, menos 0,4% em relação a 2024, descidas também verificadas nos verdes (decorrentes de jardinagem, poda e outras atividades relacionadas), de 2% para 26.296 toneladas.

Numa flutuação que a Lipor atribui a “comportamentos distintos entre fluxos”, os alimentares subiram 1,1%, para 28.863 toneladas.

O tratamento dos resíduos na Lipor gera produtos que, releva a associação, “apresentaram uma positiva performance ambiental”, a começar pela energia elétrica gerada e depois exportada para a rede, o composto orgânico e o substrato Nutrimais, e ainda os recicláveis.

“Tiveram um impacto positivo na redução de emissões de gases com efeito estufa noutros setores económicos na ordem das 139.407 tCO2e [toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente], o que equivale às emissões de gases de efeito estufa associadas à circulação anual de 53.600 automóveis”, pode ler-se na nota.

A Lipor, criada em 1982, é composta pelos municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo, abrangendo cerca de 10% da população portuguesa.

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